terça-feira, 30 de agosto de 2011

Lá era assim



Enquanto no Brasil das décadas de 60 e 70 o Jeep ainda era essencialmente um veículo de trabalho, os norte-americanos podiam contar com vários opcionais e itens de conforto, equipamentos, e até poderosos motores V6 e V8, transmissões automáticas.... Ai que inveja!

Isso deixa claro que lá o conceito do Jeep havia mudado.











Acima, a linha da AMC de 1977 (desde 1970 ela havia comporado a Kaiser Jeep Corporation).

Abaixo, parte do catálogo de acessórios 1982/83.

Era disponível até mesmo 2 tipos de grades de proteção para o radiador: uma para pequenos insetos e bichos (bug screen) e outra para entulhos e fragmentos maiores, como galhos, folhas...














sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O cavalo de ferro em ação em 1957

Arroz no Rio Grande do Sul
Dunas no Ceará
Cacau na Bahia
Cana em Pernambuco
Carnaúba no Ceará

Notem que nenhum aparece com o limpador do parabrisas no lado do passageiro. A capota possuía arremates na cor branca ou clara, os primeiros modelos também tiveram algumas unidades com o quadro do parabrisas da mesma cor da carroceria, o banco traseiro era opcional e nem mesmo a tampa do porta-luvas era colocada em todos os modelos.

sábado, 20 de agosto de 2011

O ano de transição

Eis aí uma foto de propaganda do Jeep, num ângulo bem interessante, em que parece que o "bicho" vai passar quase em cima de quem está visualizando. Mas existem mais aspectos interessantes que cabem destacar: principalmente por mostrar a parte inferior , sendo referência e confirmação para as cores certas pois alguns já me questionaram quais itens eram pretos, quais eram vermelhos.... Por experiência própria, já me deparei com carcaças de diferenciais e munhões de direção em vermelho, ao restaurar o chassi de meu Jeep, mas isso é devido ao desgaste da tinta com o tempo, deixando aparecer a cor de fundo. Isso que o meu Jeep é militar, onde os eixos, chassi, itens de suspensão e direção são pintados da mesma cor da carroceria. Em resumo, no Jeep civil, feixes de mola, eixos, diferenciais, munhões, sistema de direção, chassis, parachoques, cubos de rodas, enfim, praticamente tudo, é na cor preta. Mas o carter e sistema de transmissão (não inclui as alavancas, que são pretas) são da cor vermelha, mesma do motor.
Outro aspecto são os pneus: reparem no modelo muito parecido com o RodoRural, de uso misto, sendo que o padrão eram os 6.00 x 16 modelo militar. Mas aí me lembrei de um detalhe, e olhando melhor a foto, me parece que a lateral é um tanto comprida para um CJ-5, o que me fez deduzir que o modelo da foto possa ser um CJ-6 101 2 portas, pois, tanto quanto o 4 portas, tinha como equipamento standardt os pneus 7.10 x 15 uso misto.
Outro detalhe: o ano/modelo 1967, é uma espécie de modelo de transição entre a Willys e a Ford-Willys, com importantes modificações, como a introdução da roda livre automática, novos parachoques traseiros, novo volante, chave de seta.... Mas um detalhe importante também é que os semi-eixos traseiros deixaram de ser chavetados a partir desse ano, adotando nova "semi-árvore" mas ainda com rolamento cônico. Esse modelo de semi-eixo traseiro durou praticamente um ano apenas, sendo produzido com essa característica até 31 de julho de 1968. É o que está equipando o meu Jeep, já que ele é de 1967 também, ou seja, se quebrar vai ser muito difícil encontrar essa peça, já que ela foi produzida somente nesse período. Consta que foram produzidas semi-árvores com essa característica também para as Chevrolet C-10/Veraneio de mesmo ano. A partir daí os semi-eixos continuaram sem chaveta mas o rolamento passou a ser de esferas blindado quando adotaram os eixos "canela grossa" da era Ford.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Enquete encerrada II

Encerrando a enquete, vamos aos resultados: 77 % dos visitantes do blog afirmaram que mais buscam ou valorizam num Willys, seja Jeep, Rural ou Pick-up, é o fator originalidade e valor histórico. Enquanto que 21 % também procuram preservar a essência dos veículos realizando apenas pequenas adaptações visando maior conforto e segurança e 16% modificam consideravelmente seus veículos para aproveitar o máximo o fora-de-estrada, vocação nata dos Willys.
Obrigado a todos que participaram. A próxima já está no ar!

sábado, 13 de agosto de 2011

sábado, 6 de agosto de 2011

Fatos interessantes

Consta que os militares norte-americanos começaram a vender jeeps aos civis em 1944. Oficialmente, ou como ficou conhecido, o primeiro ou um dos primeiros, foi este Ford GPW, vendido à família do prefeito Heine, de uma cidade no Kansas, que não sei o nome . A revista Life registrou isso em 04 de janeiro de 1944.



Fato interessante também, notar na foto acima, que 3 protótipos, ou modelos para teste, os famosos Bantan BRC-40 e BRC-60, nada menos que os modelos que deram origem ao Jeep, foram depositados em uma garagem de Chicago, vendidos a civis. O modelo que aparece atravessado para a esquerda e o da parte central da foto, são os BRC-60 (nota-se o capô arredondado) e o último, logo atrás, o BRC-40, que tinha o capô retilíneo.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O cemitério perdido (de Jeep)


As duas fotos acima são de um cemitério de Jeeps 1/4 ton, tiradas por volta de 1960 em Pusan , na Coréia do Sul. Sim, são sobras de guerra, mas certamente existem ali sucatas vindas das bases americanas do Japão, Coréia, Filipinas, pós Segunda Guerra e Guerra da Coréia.

Dá vontade de chorar, em saber que esses cemitérios não existem mais, pelo menos não com essa quantidade e qualidade de restos de Jeep. O que não valeriam hoje todo esse monte de aço militar? A foto acima é em Okinawa, no Japão, tirada em 1949, assim como a de baixo, onde pode-se visualizar junto com restos de Jeep 1/4 ton uma carcaça de Dodge Command Car.
Não sei se com alguns é assim, mas eu me sinto bem no meio de tanta ferrugem, cheiro de graxa e óleo velho, passaria dias ali fuçando nas finadas viaturas sem nem ver o tempo passar.


 
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