domingo, 17 de setembro de 2017

Jeep Militar no Desfile Cívico 07 SETEMBRO 2017

 O Jeep que deu origem ao blog mais uma vez foi convocado e cumpriu a missão.
 Os veteranos da Segunda Guerra Mundial e da Willys Overland do Brasil desfilam e têm o respeito e admiração da população.
 Duas gerações de Viaturas Militares produzidas no Brasil: o veterano Jeep Willys mod. 5224 1967 ao lado de exemplares Agrale Marruá AM21 em pátio do 6BCom - Batalhão Presidente Geisel.

domingo, 23 de julho de 2017

TABELA DE MANUTENÇÃO PERIÓDICA WILLYS BRASIL


     Esta Tabela acompanhava os Manuais de Proprietário dos veículos Willlys Overland do Brasil, desde outubro de 1963. Vinha solta dentro do Manuais e em cor dferente (verde claro). As fotos foram feitas a partir de um original do Manual do Jeep brasileiro 1966.

sábado, 22 de abril de 2017

FORD GPW Old Stock

   Este magnífico Jeep da época da Segunda Guerra Mundial, pertence ao seleto grupo de unidades que nunca passaram por uma restauração, conhecidas como old stock, ou estoque antigo. Talvez algum pequeno ajuste aqui e ali, alguma peça que teve de ser trocada, mas permanece íntegro desde quando era zero km.
O Ford GPW 1945 das fotos é único no Brasil e graças  a Deus pude vê-lo pessoalmente mais de uma vez e ouvir o dono atual. Foi comprado pela internet acreditem, apenas via fotos e vídeos, e importado direto do estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Não lembro mais a cidade. Lembro que o dono relatou que teve um certo temor no negócio, obviamente, mas quando o Jeep chegou ele não arrependeu-se. 
Relatou também que esta unidade foi adquirida zero km por um civil, direto do Departamento de Defesa. Esta é uma das ultimas séries do GPW produzidas, no período final da Segunda Guerra Mundial, e obviamente trata-se de um excedente de guerra, que nunca foi utilizado em combate. O antigo e primeiro dono adquiriu o GPW pois possuía no seu quintal ainda uma motocicleta militar Harley-Davidson WLA e outra viatura militar Dodge, e queria completar sua coleção. As viaturas eram uma espécie de monumento ou enfeite, pois ficavam ao redor de um quiosque construído especialmente para integrar a paisagem do jardim juntamente com os veículos! O dono morreu e seu filho colocou-o à venda.
   Talvez não consigam notar, mas na chapa que apoia o encosto dos bancos existe um F manuscrito na parte central de cada um deles. Essa era uma das formas da Ford, após setembro de 1943 distinguir seus modelos dos montados pela Willys, já que a partir daí as duas marcas utilizavam o "corpo composto" (carroceria) produzida pela ACM - American Central Manufacturing Co. de Connersville, Estado de Indiana que unia características Willys e Ford, com pequenas diferenças em peças agregadas e detalhes como parafusos por exemplo, já que o Exército exigia que as peças fossem totalmente intercambiáveis. De setembro até dezembro de 1943 utilizava-se a carroceria ACM Tipo I, após, utilizou-se a ACM Tipo II que diferenciava-se basicamente por alguns reforços estruturais.
O formato das plaquetas de identificação fixadas na tampa do porta luvas e a de pressão dos pneus confirmam que trata-se de GPW últimas séries (1945).
Enquanto a Willys utilizava sua planta em Toledo, Ohio, para montar os seus MB, a Ford utilizava 6 plantas espalhadas pelos Estados Unidos: Dearborn, Chester, Dallas, Louisville, Richmond e Edgewater.




 Acima, detalhe da Grease Gun (Pistola de Graxa) no seu suporte.
   Nota-se aqui o silencioso do escapamento diferente dos modelos mais antigos e saída do escape na traseira. O diferencial era ainda o Dana 25 na frente e o Dana 23-2 no eixo traseiro. Reparem na chapa de metal soldada na travessa do chassi entre ele e o assoalho. Aqui é possivel ver apenas parte dela. Trata-se do suporte para metralhadora, que possuía 4 furos. Esse é um dos detalhes de distuingue a carroceria dos Jeep da Segunda Guerra Mundial, já que todos eles possuíam, enquanto os primeiros jeep civis, muito parecidos com os militares, não ostentavam.

   Nos Ford o número de série era gravado na longarina esquerda, na parte superior dianteira e iniciava com as letras GPW e o correspondente código. Este possuí número de série entre 270309 a 274377, denunciando (DOD - Date of Delivery) que foi produzido em junho de 1945, sob o Contrato F-5 que iniciou em Janeiro daquele ano.
Em junho de 1945 foram produzidos 4.068 Ford GPW.
A Ford produziu seus Jeep sob 5 contratos com o Governo Americano:
F1 - Fevereiro de 1942 a Abril de 1942
F2 - Abril a Novembro de 1942
F3 - Novembro de 1942 a Março de 1943
F4 - Março de 1943 a Janeiro de 1944
F4 Ext 1 - Janeiro de 1944 a Outubro de 1944
F4 Ext II - Outubro de 1944 a Fevereiro de 1945
F5 - Fevereiro de 1945 a Julho de 1945
O último Ford GPW produzido consta como 30 de julho de 1945.
Foram produzidos 277.896 Jeep Ford GPW.
 Baixíssima quilometragem, ou milhagem, apesar do aparente desgaste, mas é a pátina do tempo, presente apenas nas unidades intactas.

   Acima, reparem na travessa da parede corta-fogo, que é um suporte reforçado que une esta parte da carroceria ao chassi. Nos Ford ela possuía 3 furos, cantos arredondados. Nos Willys, 05 furos circulares e cantos retos, e a peça forma um triângulo. Portanto mais uma pista, trata-se mesmo de um Ford, apesar do corpo composto já citado, detalhes como este ajudam a distinguí-lo de um Willys.
Além é claro da clássica e perceptível travessa sob a grade do radiador, que é em perfil U para baixo nos GPW e tubular nos Willys.
 Detalhe do carburador Carter W-O. Nos modelos civis pós-guerra era o Carter YF.
  Na foto acima podemos ver o reforço interno da caixa de ferramentas sobre o paralamas esquerdo traseiro. Característica também da carroceria  ACM Tipo II. Lembrando que nos GPW a tampa apresenta-se como uma peça com relevo e nos MB a tampa é lisa.

 Vista do motor Go Devil e na parte inferior do capô,o suporte para a Carta de Lubrificação.
Abaixo, detalhe do parachoque (bumper) dianteiro com reforço de madeira.


 Motor de partida ainda com selo de fábrica!

  Mais um detalhe característicos dos GPW , que iniciou a partir do contrato F3 (a partir de Nov 1942) é o parachoque dianteiro com 2 furos (holes) bem na direção das longarinas, ao contrário dos MB e anteriores GPW que possuem apenas o clássico "furo"ao centro.
No parachoque traseiro que suporta os em forma de meia-lua também nota-se os furos adicionais nas extremidades. Sob o contrato F3 também iniciaram a colocação de moldura oval nos refletores.
Crédito das fotos: Maurício Kober e Alisson Paese

domingo, 26 de fevereiro de 2017

COR MOTORES WILLYS NACIONAIS

Para o blog jeepguerreiro 2017 inicia agora. Mais um ano falando de veículos Willys e afins. Apesar das dificuldades vamos fazer o possível para continuar compartilhando informações e opiniões, pois o que buscamos é a qualidade e não a quantidade.
Dito isto, o primeiro post do ano aborda um assunto que em processos de restauração é primordial: a aparência do compartimento do motor. Já ouviram a antiga frase "Por fora bela viola, por dentro pão bolorento?" Aplica-se nesse caso. De nada adianta um veículo primorosamente restaurado se ao abrirmos o capô lá está um propulsor e seus componentes sujos, com pintura gasta ou de várias tonalidades, mal pintado... ou seja: nada apresentável. Claro, quando trata-se de motor nunca restaurado, a exceção aparece, mas mesmo assim ele conserva o padrão e uma certa "limpeza estética". Ainda mais em Jeep/Rural/F75 que o povo está acostumado a ver o motor sempre sujo, já que estes veículos são muito utilizados ainda hoje no trabalho rural e no uso do esporte fora-de-estrada (off-road), de repente abre-se o capô e lá está um propulsor tinindo, nem parece de Jeep!
Pois é , mas qual será a cor correta para o motor? 
No Brasil, o primeiro motor produzido por aqui para o nosso modelo nacionalizado 5224 Jeep Universal (CJ-5) e Rural Jeep, e que foi inclusive o pioneiro a gasolina fundido no Brasil, foi o Willys BF-161 6 cilindros. Em 1963, ele foi "envenenado" pela fábrica para equipar o novo Aero-Willys e denominado 2.600, possuía dupla carburação como característica principal. Em 1967 surge o motor Willys 3.000 cc para equipar o Willys Itamaraty. O 2.600cc e o 3.000cc também equiparam a Rural e as Pick-up Jeep/F-75/F-85 como opcional. Em 1975 veio o Ford "Georgia " OHC 2.300 cc. Ainda teve o Perkins 192 4 cil Diesel, que equipou algumas unidades da Pick-up Jeep nos anos 60. Não vou adentrar aqui em maiores detalhes das especificações dos motores, mas apenas listar os utilizados pelo modelos nacionais. Mas vou acrescentar na listagem o famoso Hurricane 4 cilindros F134 que equipou os CJ-3B e CJ-5 americanos importados e os últimos CJ-5 nacionalizados com carroceria americana (início de 1958).
HURRICANE
O motor Hurricane, ao contrário do que muitos pensam, não era vermelho. Quando me refiro a isso estou tratando da cor predominante (bloco por exemplo). Tinha o bloco e alguns agregados pintados de 3 cores diferentes originalmente: PRETO, AMARELO e AZUL, conforme a taxa de compressão. Os pintados em PRETO semi-brilho tinham a compressão 7,4:1 e eram descritos como baixa compressão (nos Estados Unidos) e alta compressão (fora dos Estados unidos. Vieram para o Brasil nas Pick-ups Jeep americanas anteriores a 1960, mas a probabilidade de ter equipado também alguns CJ-5 montados no Brasil é grande. Em AMARELO semi-brilho tinham a compressão 7,8:1 e eram denominados alta compressão (nos Estados Unidos). Não vieram para cá.
Finalmente, em AZUL semi-brilho os de taxa de compressão 6,9:1, padrão destes motores.
O modelo militar  M38A1 (primeiro a receber o Hurricane), no entanto,  tinha o bloco pintado de Olive Drab (Verde-Oliva).



 Acima e abaixo, motor nunca restaurado de um CJ-5 americano 1962.



 Abaixo, Hurricane antes da restauração. Essa era a cor padrão (deveria ser) da maioria dos Hurricane que equiparam os Jeep montados no Brasil.
O que acontece é que a cor de fundo ( base) era o vermelho, o que com o tempo acaba sendo a única cor que sobrevive e leva a crer tratar-se da cor correta. Porém, não é descartado que unidades montadas aqui simplesmente não adotaram o padrão do Hurricane (preto ou azul, conforme a taxa de compressão dos que vieram importados). Como o FHead Hurricane não era um motor nacional, o critério obviamente é pautar-se pelo adotado no país de origem.
MOTOR BF-161 6 cilindros
Este é o motor mais utilizado nos Willys brasileiros, orgulho da indústria automobilística nacional na época. Surgiu em meados de 1958 para equipar o Jeep Universal e a Rural Jeep. As fotos abaixo dispensam maiores comentários quanto a cor correta para este propulsor e agregados. CUIDADO com as propagandas antigas, pois devido a inexistência de recursos gráficos e tecnologia, às vezes elas não correspondem na totalidade com o que era originalmente a realidade. Veja o exemplo abaixo:
Viram só? O propulsor simplesmente foi totalmente pintado de vermelho ( até o filtro de ar....). Isso foi usado para destacar o conjunto, mas claro não era o padrão de produção.
Agora sim, imagens do padrão:

MOTOR WILLYS 2.600
Este equipou os modelos Aero-Willys de 1963 a 1971 e opcionalmente a Rural a partir de 1967.

MOTOR WILLYS 3.000
O motor mais forte produzido pela Willys brasileira, tinha carburador de corpo duplo (e não dupla carburação) equipou os veículos Aero-Willys Itamaraty de 1967 a 1971 e opcionalmente a Pick-up Jeep/F-75/F-85 e Rural, a partir de 1967 a 1975. A cor para este motor era o DOURADO ou OURO. O Azul era utilizado na linha Maverick.


MOTOR FORD "GEORGIA" OHC 2.300 4 cilindros
Equipou os Jeep , Rural e F-75/85 de 1975 a 1983.




PERKINS 192 4 Cilindros DIESEL




domingo, 25 de dezembro de 2016

Vai tranquilo, é Jeep!

 Planilha com itinerário da jornada. A chegada foi mais de duas horas após o previsto.

De 11 a 13 de novembro de 2016, realizou-se na grande Florianópolis, em Santa Catarina, mais precisamente na cidade de São José, a Décima Segunda edição da Meca dos preservadores de viaturas militares do Brasil, que são os Encontros Nacionais. O post anterior , através de imagens deu uma ideia do que foi o referido evento, uma das melhores edições, na opinião dos próprios preservadores. 
Mas para mim e um grupo de preservadores do Rio Grande do Sul,  foi um marco histórico. 
Este post tem o intuito de reforçar a robustez e confiança do velho guerreiro Jeep e inspirar outros proprietários desses veículos a colocarem-no na estrada e curtir a viagem, que garanto, a bordo de um Jeep é unica e inesquecível.
Pela primeira vez um grupo de preservadores de viaturas militares, somente com viaturas leves 1/4 ton Jeep, rodou mais de
500 km, do RS a SC e retornou, rodando, para fazer história. Do Rio Grande do Sul partiram 06 jipes, 01 Willys MB 1942, 02 CJ3A, 1949 e 1951, e três 5224 (CJ-5) 1967, 1972 e 1973. Em Criciúma, SC, juntou-se ao comboio mais 02 Willys MB, 01 5224 1965 e um raro Ford GPW 1945 (este veio na folga, sobre um caminhão Chevrolet Brasil).
Com exceção dos dois CJ3A, que possuíam motorização GM Opala 4 cil e relação longa de diferencial, os demais possuíam mecânica original, constituindo-se um verdadeiro desafio e aventura, chegar e voltar do destino e missão imposta.
Confesso que no início tive certo receio, apesar do excelente estado de conservação de minha viatura, mas por nunca ter ultrapassado a marca de 120 km rodados ida e volta, um trajeto de mais de 500 km só de ida deixou-me preocupado. Principalmente pelo fato da mecânica totalmente original, inclusive relação de diferencial curta (5:38) e ainda adotando o famigerado platinado e condensador no sistema distribuição. 
Mas como missão dada é missão cumprida, e os infantes mecanizados têm a fibra necessária , após uma minuciosa revisão, partimos, eu e meu velho guerreiro, em 09 de novembro, para o primeiro PC (Posto de Controle) distante a 60 km do ponto de partida. Logo no início a chuva perseguiu-me e não deu trégua, a ponto de em certos trechos o lento limpador não dar conta, mas no final, tudo certo, primeira etapa concluída, juntando-se ao companheiro na germânica Teutônia.

 No dia seguinte, ainda de madrugada, a alvorada foi às 5h. Partimos, rumo a BR 386 ao encontro do segundo escalão, vindo de Forquetinha/Lajeado com 3 viaturas.

Assim seguimos sem percalços até a capital gaúcha, onde na entrada da BR 290 um dos Jeep apresentou pane elétrica, mas nada que um empurrãozinho não resolvesse (era a bateria dando sinal de final de vida e não sabíamos). Assim, encontramos o último integrante motorizado em terras gaúchas, com outro Ford 5224, totalizando meia dúzia de viaturas. No meu caso, aproveitei para a segunda parada para abastecimento.
Seguimos rodando, em comboio aberto, ou seja, com certo intervalo de 2 a 3 carros entre nós, faróis acesos, e onde o veículo mais lento puxava a frente, e todos eram responsáveis pelo veículo que seguia atrás. Um parava, todos paravam. Velocidades constantes em média de 65 a 75 km/h. Cruzamos a divisa com Santa Catarina, sob sol forte. 


Próximo a Araranguá, pane elétrica novamente no 5224 1972, e resolvemos intercambiar a bateria com a do modelo 1973, para testarmos se o problema estava no suspeito alternador. Após alguns kilômetros e um estrondo e uma chama na traseira do Jeep 1973 assustou a todos, de início. A bateria havia entrado em curto, o combustível não queimado por sorte foi parar no silencioso do escapamento e alí a reação química fez explodir o mesmo, abrindo uma fenda na peça e chegando a entortar a placa de identificação presa no parachoques. A bateria boa passa novamente para o Jeep que a possuía e fui incumbido de rebocar o Jeep que ficou sem a mesma, até um ponto mais seguro na rodovia. Por sorte, estávamos próximos a uma grande rede de varejo e uma bateria nova foi adquirida. Ao lado, um excelente estabelecimento de fast-food, com um delicioso hambúrguer recarregou nossas baterias, digo, estômagos vazios.


Algumas de dezenas de kilômetros depois, minha viatura começou a falhar até que parou, no acostamento e não quis mais pegar. Minha primeira suspeita era sujeira na linha de combustível , conheço as manias do meu Jeep, e se fosse isso, o procedimento era bem conhecido. No entanto ao verificarmos o distribuidor, estava lá o platinado, com os contatos colados e literalmente quebrado. Mas claro, numa viagem dessas, leva-se peças sobressalentes só pra garantir, e foi só trocarmos o platinado e ajustarmos a ignição (com a ajuda do mecânico oficial do comboio) e seguimos viagem. 







Uma grande parada para reabastecer em Laguna e seguimos até Palhoça, onde em marcha lenta o carburador estava afogando. A partir daí, o comboio seguiu em regime fechado, e em velocidade um pouco acima da média adotada até então, escoltado por um batedor de motocicleta, pois o trânsito começava a congestionar. Até que chegamos ao destino, na orla de São José, quando já passava das 20h.
No dia seguinte, já na sexta-feira, bem cedo, uma inspeção nas viaturas, regulagem e limpeza , prontos para a exposição e a viagem de volta.




O retorno aconteceu em dois escalões. O primeiro, partindo no domingo pela manhã, às 07h30min , com 04 viaturas e o segundo , no domingo às 15h30min com mais 04 viaturas.


Parti no primeiro escalão, chegando ao destino às19h35min. A volta foi espetacular, sem qualquer problema e o Jeep mais inteiro do que eu....
Rodei no total 1250 km. Efetuei 09 reabastecimentos de gasolina aditivada (05 na ida e 04 na volta), passando por 4 pedágios (02 ida e volta).O gasto total de combustível foi de R$ 772,00. A média de consumo não foi estimada no trajeto de ida, mas no retorno o consumo médio foi de 6,5 km/l entre São José a Maracajá e Maracajá a Osório. A partir daí até Rosinha (já próximo a Teutônia) a média foi de 9 km/l. São médias razoáveis para um BF-161 3 marchas com relação 5:38 (43/8).
No comboio, o saldo total foi muito positivo em relação ao trajeto e avarias apresentadas. Um platinado e um cabo de velocímetro quebrados no meu Jeep, uma bateria arriada em outro, um dínamo no final de vida em outro e pane elétrica num terceiro.
A lição: nossos Jeep, apesar de antigos e de pequenos problemas e sustos que podem dar, aguentam sim viagens assim, são resistentes e devagar vão longe. Lembro que antes da jornada, um amigo falou-me: vá tranquilo, é Jeep! 
Além do mais, a paisagem pode ser melhor apreciada a bordo de um Jeep, além do que o próprio veículo colabora para melhorar a monótona paisagem da estrada com seus veículos modernos e rápidos. Afinal não é todo dia que vê-se rodando velhos guerreiros de aço verde-oliva. Se tivéssemos que retribuir os inúmeros acenos e buzinaços de cumprimentos pela nossa passagem certamente chegaríamos sem buzina e com os membros superiores amortecidos. A bordo de nossos Jeep, com as bandeiras que tremularam nas hastes de nossas antenas, o Brasil é mais Brasil e os caminhos mais amenos. Um exemplo de resistência de nossos Jeep e de união, patriotismo e camaradagem dos companheiros dessa jornada.


 
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