sábado, 26 de maio de 2012

Rural Luxo 4x2 1967

 Um dia de outono que mais parecia primavera animou muitos antigomobilistas a retirarem suas relíquias da garagem. A pequena cidade de Santa Tereza, encravada num vale à beira do Rio Taquari ficou mais bonita ainda com a presença de máquinas do passado. Como o foco aqui do blog são os Willys esta belíssima Rural Luxo 1967 4x2 merece o destaque. Foram pouquíssimos Willys no evento, mas todos de muita qualidade. 
 Este secador de cabelos acompanhava a Rural, uma promoção dos concessionários na época. Este veio mesmo com o veículo da foto, não foi adquirido depois.


Todos os opcionais para o modelo eram exibidos nessa Rural. Neste ano os modelos Luxo que já possuíam a grade exclusiva receberam outra com novo desenho, juntamente com o novo painel, este comum a toda a linha. As calotas também foram modificadas.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O jeep e a "revolucion".

Acima, talvez um dos primeiros anúncios do Jeep na Colômbia, antes mesmo da chegada deles por lá, anunciando que reservas para adquirir o modelo já podiam ser feitas.
Abaixo, o CJ-5 americano durante a Revolução Cubana no fim da década de 50.
Os primeiros Jeeps civis importadas na América do Sul, tenho quase certeza apareceram na Colômbia. Já um dos últimos a receberem os primeiros CJ-5 foram os cubanos.


sábado, 12 de maio de 2012

Calotas CJ5

 Acima, Jeep CJ-6 101 2 portas 1961 e abaixo CJ-5 1960. Nota-se a diferença nas calotas, que no caso do CJ-6 101 eram um opcional de fábrica , as mesmas usadas na Rural desde 1958. As do modelo abaixo eram acessório, mas não original.

Crédito da foto do CJ-5: Blog do Flávio Gomes.

terça-feira, 8 de maio de 2012

08 de Maio - DIA DA VITÓRIA


Hoje comemora-se o Dia da Vitória, ou seja, o fim oficial da guerra na Europa, em 1945. Que nunca mais se repita tal evento bélico e tão destruidor como foi a Segunda Guerra Mundial. Porém, como diz o refrão conhecido da Canção do Exército Brasileiro: " a paz queremos com fervor, a guerra só nos causa dor, porém se a pátria amada for um dia ultrajada lutaremos sem temor.."

sábado, 5 de maio de 2012

Comboio sobre o Rio Pó


Foto dos arquivos digitais da Biblioteca Pública de Denver, EUA, mostra um Jeep atravessando uma ponte militar do tipo "pontão", sobre o Rio Pó, no Vale italiano de mesmo nome, em 1945. Os soldados são da 10ª Divisão de Montanha, que inclusive lutou no início, em Monte Castelo, ao lado dos pracinhas brasileiros.

sábado, 28 de abril de 2012

O Jeep paraquedista - última parte


Última parte da série Jeep Paraquedista reproduzo relatório com operações desse tipo pela RAF e SAS britânico.

OPERAÇÕES DE LIVRO DE REGISTRO RAF Estação Tarant Ruschton:

Resumo de eventos (outrora confidencial):

17 de junho de 1944 - 1058 horas. Missão de decolagem por aeronaves de Esquadrão n° 644.15 combinações Halifax-Adriano tomaram parte. Codinome GIRASSOL X: 2 aeronaves Halifax de cada dos esquadrões 298 e 644. Saltaram 4 jipes, 12 contenedores, 12 soldados e 4 rodas sobressalentes para jeep. 01 "DZ" codinome Dingson 9. Duas aeronaves do esquadrão 298 e 644 saltou 4 jipes , 20 contenedores, 4 soldados, 1 feixe de macas e cobertores. 1 DZ codinome Bullbasket 6. Tempo nublado ao amanhecer.

27 de junho de 1944 - Operação Especial LUCRO VII . 01 Halifax pilotada pelo líder de esquadrão Norman do 644, saltou 02 soldados do SAS, 01 Jeep, 06 recipientes e 1 cesto. Sem DZ definida. Tempo nublado com chuvas à tarde e início da noite.

04 de agosto de 1944 - Esquadrão "Jeep" 4 do SAS (francês). DZ Malachappe/Morbihan. Operação Auray Perdido. 06 Halifax do esquadrão 298, 06 jipes lançados por paraquedas.

Relatório assinado por H. Quinlan (Tenente), Comandante de Grupo RAF Estação Tarrant Ruschton.

OUTRAS OPERAÇÕES REALIZADAS:

Operação Dingson - 160 homens, 4 jipes, do 4º batalhão paraquedista franceses (4 SAS) saltaram em Vannes/Bretanha para organizar resistência local e estabelecer base de operações. Julho/Outubro de 1944.

Operação Franklin- 186 homens do 4 SAS e 31 Jeeps para apoiar o VIII Corpo do US Army durante a ofensiva alemã das Ardennas. Dezembro 1944/Janeiro 1945.

Operação Hardy - 55 homens do 2 SAS com 12 Jeeps saltaram na região leste da França, noroeste de Dijon para operações de inteligência. Julho/Setembro de 1944.

Operação Kipling - 107 homens e 46 Jeeps do Esquadrão C do 01 SAS saltaram na área oeste de Auxerre, França Central, com a tarefa de ajudar os desembarques aliados pelo ar. Agosto/Setembro 1944.

Operação Spencer - 317 homens do 4 SAS com 54 Jeeps, saltaram em linhas inimigas e infiltraram-se para causar baixas nas forças alemãs em retirada. Agosto/Setembro de 1944.

Operação Wallace - 60 homens do 2 SAS em 23 Jeeps (divididos em 3 grupos) desembarcaram em Rennes para fortalecer bases do SAS na área, mais tarde atacaram o quartel general alemão em Chatillon. 1944.




quarta-feira, 25 de abril de 2012

O jeep paraquedista - Parte 2


Dando continuidade ao post anterior vamos detalhar um pouco essa história de "Jeep paraquedista", nos primórdios. Você vai conhecer inclusive a história dos jeeps Piratas, Corsário e Flibustier.
No livro Armour Airborne, de Keith Flint, o autor revela na página 131, que em 10 de junho de 1944 esquadrões Halifax efetuaram com sucesso a soltura de 6 libras de armas antitanque e seus jeeps e afirmando que os britânicos foram os primeiros a soltarem de paraquedas e com sucesso, veículos de rodas em combate. Com a técnica VADL, paraquedas de desembarque vertical, o paraquedas desacelera mais verticalmente. Raciocinaram no sentido de que se pudessem arcar com os custos de preparação e execução desse tipo de operação  especial não seria preciso arcar com os prejuízos de um avião de asas fixas ter que pousar (se conseguir espaço) em área hostil, mas simplesmente chegar perto e sobrevoar o local desejado.
O aparelhamento de itens para fazer VADL é uma forma de arte que requer profissionais dedicados, além do que se os itens lançados de paraquedas não puderem ser recuperados  torna-se muito caro para operações contínuas.
Um documento ainda, revelou que um grupo de 4 jipes teria sido lançado na Bretanha e alguns também foram lançados com o SAS sediado na  Bélgica, em Morvan e em Viena, em agosto de 1944. Dizia ainda que tudo seria cancelado em caso de mau tempo e adiado para a Op. Amherst, na Holanda em abril de 1945.
Na ocasião algumas modificações foram feitas nos veículos, contudo não se destinavam a facilitar a queda por paraquedas. Foram as seguintes: reforço no chassis, colocação de proteções antes da colocação dos tanques adicionais sob os bancos, dois tanques auxiliares laterais protegidos por camadas de espuma, montagem de pivô entre os tanques para adaptar uma metralhadora, remoção do banco de trás, colocação de uma porca borboleta para manter o pneu sobressalente no lugar.

Os problemas que a RAF (298 th e 655 Squadrons) teve que enfrentar:

A queda de um veículo carregado é uma operação muito delicada. É necessário levar-se em conta vários fatores:
-peso da carga a ser libertada
-seu transporte (para dentro ou fora do compartimento)
-o sistema de lançamento e o apoio adaptado (placa absorvedora de choque por exemplo)
-restrições do tipo peso, força do vento, velocidade do avião
-identificação da zona de aterragem e comunicação visual e rádio com a equipe no chão
-restrições ao se aproximar da zona de altitude de queda (redução da velocidade, direção do vento...)
O fracasso das primeiras tentativas levou à adoção de uma placa de manutenção e transporte com amortecedores de espuma de borracha para absorver o choque no pouso, além de tiras, ganchos e mosquetões durante toda a operação. Depois de vários testes, o paraquedas de 42 pés de diâmetro foi mantido. Usavam-se até quatro deles por veículo. O aparato devia ainda, pelas exigências do SAS britânico, como força especial, ser fácil de desmontar para rapidamente utilizar o Jeep.
Os Jeeps dessa força tinham modificações herdadas daqueles utilizados no norte da África. Assim, não possuíam parabrisas, sem banco traseiro, o volante tinha uma porca com alça no centro para torná-lo destacável, metralhadora sem tripé (no deserto utilizavam tripé). Em 1944-45 ainda receberam blindagem.

As  operações necessárias para a preparação de um jipe paraquedista:
- desmontagem e acondicionamento na aeronave
- entrega dos acessórios e retirá-los dos recipientes
- instalação e fixação do veículo sobre as placas de amortecimento
-instalação dos 4 paraquedas de 42 pés, 2 na frente e dois atrás
-escolha dos "kits": 1 Jeep com reboque ou 2 Jeeps sozinhos
                              1 Jeep com reboque de armas 57 ou 75 mm ou 2 Jeeps nos Halifax
(Segundo o regulamento do QG dos SAS, nota de 30 de março de 1945, assinado Prendergast, previsões de operação AMHERST, extraído do Livreto do Ar, Ministério da Aeronáutica Britânico, publicação 2453-B Forças Airborne)


 Compartimento de bombas de um Halifax


Foto abaixo: 24- bolsa dos paraquedas  26- bolsa de abertura retardadas das tiras
                    27- faixe de borracha de manutenção da correia automática de abertura
                    28- ganchos tipo 914G  29- cabo de suspensão da unidade extratora de paraquedas
                    30- 4 cabos e 1 alça de puxar p/ cima







Os paraquedistas na França Livre sempre foram apreciados pelo comando britânico, sendo criada uma seção de experimentação de técnicas que utilizou um C-47 Dakota americano para lançamento por cabo. A técnica foi bem desenvolvida e foi testada em tamanho natural e condição real na noite de 17 p/ 18 de junho de 1944. Eram 4 jipes que respondiam pelo batismo de fogo com os nomes de Pirata1, Pirata2, Corsário e Flibustier. Foram embarcados a bordo de 4 bombardeiros Halifax do Grupo 161 e foram liberados no município de Sérent de St-Marcel.
A operação foi um sucesso parcial pois só um jeep caiu no DZ e dois caíram em árvores e demorou-se horas para recuperá-los, mas todos intactos. Um deles, no entanto caiu em uma grande árvore e dobrou-se em V. Porém , em 3 de agosto, uma operação de paraquedismo perdeu 6 jipes e foi a última da temporada pelo SAS, onde no dia seguinte 12 foram então transportados por planadores.











No próximo post você vai tomar conhecimento de um documento outrora confidencial e uma relação de operações registradas pela RAF na Segunda Guerra Mundial.
Definitivamente não há como negar que o Jeep também foi paraquedista.


 
Site Meter