sábado, 19 de novembro de 2016

XII EBVMA

O blog jeepguerreiro esteve presente neste grandioso evento das viaturas militares antigas e de maneira histórica. Fomos rodando mais de 600 km com o nosso veterano Jeep Willys Militar 1967 fazendo parte de um comboio que partiu do interior do Rio Grande do Sul e que no final estava composto por 09 jipes. Mas isto é assunto para outro momento.
O evento na grande Florianópolis foi caracterizado por muita qualidade na organização e nas viaturas expostas, e na categoria Jeeps Militares só ficou faltando mesmo o M606 "Cara-de-Cavalo". Organizado pela ABPVMA - Associação Brasileira de Preservadores de Viaturas Militares Antigas, filiada à MVPA norte-americana, contou com efetivos de vários Pelotões e Grupamentos: GPVMA-RS e Pelotão Antares, ambos do Rio Grande do Sul, Cia Indestrutíveis, Pelotão Pégasus, Ferrador, 14 Batalhão Cívico, Polaris, Brigada Paranaense, CVMARJ, entre outros.
Foram 04 dias intensos onde preservadores de todo o Brasil puderam reunir-se. Encontramos vários leitores do blog, em especial os amigos Rodrigo Rossi , Eduardo Fontanella e Juliano "Jacaré". Mas vamos deixar um pouco de conversa e vamos curtir algumas imagens.












































sábado, 6 de agosto de 2016

Jipes Militares diferentes Parte II - Fiat Campagnolo

Surgido na mesma época do Alfa Romeo AR 51 Matta (vide postagem anterior), seu principal concorrente, o Fiat Campagnolo teve sua produção iniciada em setembro de 1951, onde juntamente com o Alfa foi denominado AR55 e teve unidades civis e militares. Em 1953, a Fiat vence o contrato com as Forças Armadas italianas, forçando o final de produção do concorrente da Alfa-Romeo e portanto tendo vida bem mais longa, sendo produzido até 1987 (Nuova Campagnolo). A razão principal pela preterição do Matta, foi que o Fiat era mais econômico em termos de manutenção e produção. O objetivo era o mesmo: renovar a frota de "fuori strada" da Itália.

A denominação inicial era para ser 1101 Alpina mas o ainda recente final da Segunda Guerra Mundial e o nome considerado muito militarista, foi trocado por Campagnolo a fim de enfatizar a possibilidade de uso civil, principalmente para a agricultura.
Durante sua produção longa teve várias modificações para variados e severos usos, tanto civis quanto militares.
As primeiras séries tinham 3,775 m de comprimento , 1,945 m de largura e 1,600 de altura e 2,225 m de entreeixos.







Eram equipados com um motor 4 cilindros a gasolina 1.900. Em 1953 a versão diesel foi introduzida. Em 1959 teve sua potência aumentada e atingia 116 km/h a gasolina e 95 km/h na versão diesel.
Em 1959, a versão militar AR 59 começou a ser produzida, com sistema elétrico 24 volts que possibilitava submersões e usos em condições extremas. Usava motor 4 cilindros a gasolina 1.900 cc, carburador Solex, com 53 hp de potência e nas versões finais tinham 64 hp. A versão diesel tinha o bloco derivado diretamente da versão a gasolina, com potência de 40 hp e nas últimas versões, 48 hp.
Em 1969 teve o propulsor trocado pelo da Van Fiat, a diesel tipo C.
O Fiat Campagnolo foi produzido sob licença, pela Zastava, na Iugoslávia, com a denominação AR51/V e AR 55/V.
Em 1973 o Fiat Campagnolo de primeira geração teve a produção encerrada, com 39.076 veículo produzidos, sendo 7.783 na versão a diesel.
O modelo deu lugar em 1974, ao Fiat 1107 Nuova Campagnola, produzido até 1987. A versão militar veio em 1976 denominado AR76 (4 marchas) e em 1979, AR76 /A (5 marchas). O motor era um 1.995 cc a gasolina com 80 hp a 4.500 rpm e torque de 15. 0 kgmf a 2.800 rpm. O novo motor a diesel foi introduzido em 1979, com 2445 cc e 72 hp a 4.200 rpm.


O Fiat 1107 foi usado também como Posto de Comando Móvel militar com equipamentos de rádio comunicações, para isso, o sistema elétrico 12 volts dos modelos civis foi alterado para 24 volts para operar os equipamentos.
Em 1976, em colaboração com a Fiat, a francesa Renault produziu sua versão do Nuova Campagnola, denominado Renault TRM 500, com motor Renault 829, para atender um contrato de suprimentos de veículos de reconhecimento do Exército Francês. O Fiat também foi exportado para a Iugoslávia, modelo Zastava JD 1107.
Em 1980, o Nuova Campagnola ficou famoso por tornar-se o papamóvel, inclusive no atentado sofrido em 1981 contra João Paulo II.

A produção encerrou em 1987.
Mas o IVECO Massif, em 2008, veio para ser o novo Campagnola para uso militar, sendo que está atualmente em estudo para adoção pelo Exército Brasileiro.


Fonte: 4x4 channel tv , Fiat Italia, autoevolution.com. Fotos: acervo do blog.





 
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