quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Feliz Natal

Desejo a todos os que passam por aqui um excelente Natal, de paz , saúde e alegria.
Até 2010.

Willys Bombeiros

Praticamente todas as instituições militares utilizaram ou ainda utilizam o Jeep nas suas operações. Polícias, Hospitais, Forças Armadas, e o Corpo de Bombeiros.

Willys 3/4 ton dos anos 1950. Corpo de Bombeiros dos EUA.


Jeep 1954 CJ-5



Fire Jeep mod. "51" CJ-3A do Exército Brasileiro

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Willys militar M-606


                                                M-606 do 14º BLog

A Willys Overland do Brasil foi a principal fornecedora de viaturas não blindadas para as Forças Armadas Brasileiras, principalmente o Exército Brasileiro (EB), produzindo milhares de Jeeps 1/4 ton 4x4 (CJ-5 e CJ-6) e versões da Rural e Pick-up Jeep: F-85, Ambulância, Cabine dupla, Lançador de foguetes. Também foram fornecidos Jeep M-606 importados dos EUA , usados principalmente em missões de paz pelo mundo e alguns CJ-3B brasileiros e que foram militarizados.
Os Jeep M-606 merecem maiores esclarecimentos pois causam certa confusão devido a semelhanças com o CJ-3B (cara-de-cavalo). Os M-606 eram fabricados pela Kaiser Jeep, que havia comprado a Willys Overland nos EUA em 1953. Foram fabricados de 1964 a 1967 em Toledo, Ohio. Era produzido basicamente para exportação através de um programa de assistência militar , pelo qual o governo norte-americano enviava equipamentos militares a países aliados. Já o CJ-3B foi introduzido como modelo civil nos EUA em 1953 com o mesmo motor do M-38A1, porém com um carburador diferente. Esse motor (F-4 134 pol Hurricane) exigiu um capô mais alto, o que prejudicou o design e o píblico americano rejeitou-o, não obtendo o mesmo sucesso de vendas dos CJ-3A, porém como todo Jeep, possuía muitas qualidades. Era conhecido como High-Hood (capota alta) e no Brasil como "cara-de-cavalo". As Forças Armadas americanas utilizaram em baixa escala este modelo, bem como o CJ-3B, mas fora do território americano. Ele era largamente usado pelas forças aliadas, principalmente na Guerra do Vietnã. Embora o período de fabricação tenha sido de 1964 a 1967, alguns afirmam que esse período possa variar entre 1963 e 1968. No Brasil, a garnde maioria de M-606 são do ano de 1964 a 1966. Estes modelos tinham o código 8105 e tiveram produção estimada em 17.000 unidades. Eram jipes de baixo custo, porém a sua simplicidade e robustez fizeram com que fosse utilizado por várias Forças Armadas pelo mundo e fabricado sob licença pelas marcas Hotchkiss francesa, Mahindra indiana e Visa, da Espanha. Atendia todos os requisitos de uma viatura militar, principalmente em missões de patrulha e apoio. Sob licença da Kaiser, também foi produzido pela Mitsubishi para utilização no Vietnã, como modelo J4 (apresentava lanternas dianteiras embutidas na grade, capota em V e estepe e galão na traseira, além de sulcos na lateral para pá e machado). O M-606 , a princípio , não tinha o aro dos faróis pintados, eram cromados, como no modelo civil.
As principais modificações em relação ao modelo civil CJ-3B são: farol black-out; plugs magnéticos para dreno; tomada de engate; lanternas traseiras militares; refletores na lataria; gancho G; pneus militares 700 x 16; suspensão militar permitindo maior carga; carburador Carter YF 938SD; parabrisas basculante, parachoques traseiros militares; bancos de fácil remoção e capota de 06 partes sobre cajado de 13 peças. A única marcação existente na lataria do M-606 é o nome Jeep estampado na parte frontal da caixa de ferramentas. Os bancos (altos e com molas) e a capota eram em vinil. Os bancos dianteiros eram forrados, enquanto que o traseiro deixava a estrutura exposta. Já vinham com cintos de segurança dianteiros. As plaquetas de identificação do Kaiser diferem do modelo CJ-3B. A plaqueta do compartimento do motor apresenta seu número de série sempre começando com 8105. Alguns modelos saíam com chaves para farol de black-out à esquerda do velocímetro e outros saíam com chaves militares NATO. De resto, era o mesmo painel do CJ-3B civil da Willys, que em 1961 já não apresentava mais o modelo com 05 relógios separados. O painel do M-606 não possuía portaluvas. Vinham com 2 limpadores a vácuo para o parabrisas. Os calços de madeira sobre o capô que serviam para apoiar o quadro de parabrisas eram maiores do que qualquer outro Jeep. O velocímetro tinha continha informações em inglês, porem a velocidade indicada era em kilômetros e não em milhas. Todos M-606 possuem número de série impresso na extremidade direita do chassi. É comum se ver CJ-3B nomeados como M-606, mas os detalhes denunciam a diferença. O CJ-3B foi utilizado pelas Forças Armadas brasileiras sendo adaptado e militarizado pela empresa Bernardini. Mesmo alguns M-606 autênticos são vistos com modificações, onde apresentam geralmente rádios, bancos, estepe e galão na traseira e equipamentos incompatíveis com sua época e características. Não existem Kaiser CJ-3B nem Kaiser M-606 anteriores a 1964.
Identificando um verdadeiro Kaiser M-606:
Não há qualquer estampa com a marca Willys, seja no capô, na grade dianteira nem na tampa traseira. Se existir, não é um Kaiser ou a peça foi substituída .
No berço do motor, por debaixo do capô à esquerda, há uma plaqueta com os dizeres "Kaiser Jeep Corporation Toledo Ohio".
No painel da viatura em frente ao banco do carona, existem duas plaquetas em inglês, uma com indicações sobre o modelo, nº de série e ano, e outra com informações quanto à tração, reduzida, terreno, utilização...
Debaixo do banco do carona, na parte frontal da caixa de ferramentas, próximo ao piso, estampado em chapa está a marca JEEP.
Freio de mão no centro do painel diferente daquele de formato de cabo de guarda-chuva do modelo CJ-3B.
No painel há somente 01 relógio com velocímetro, temperatura, combustível e hodômetro
Galão (camburão) e estepe no lado direito da carroceria.









Alguns detalhes neste estão incorretos, mas é uma bela viatura.


Mesma viatura sob outro ângulo

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A Willys atingia todos os nichos de mercado....


Foto tirada em algum lugar dos Estados Unidos da América, nos anos 1950. Eu mesmo já tive um mini Jeep a pedal quando criança, todo em metal, estilo militar. Nunca imaginei que quase 30 anos depois ia ter um de verdade.

Em algum lugar no norte dos EUA, anos 1950. Esta Jeep Station Wagon (como era chamada pelos americanos) foi adaptada para transporte ferroviário. Aquele pneu na frente, seria um estepe adicional, ou uma espécie de limpa-trilhos?

sábado, 12 de dezembro de 2009

Rural 1960-1970

 A Rural Willys é reestilizada em 1960, inaugurando o "estilo Willys brasileiro", com a nova frente em bico "V" que inclusive inspirou a frente do novo Aero-Willys de 1962. Essa reestilização da Rural é exclusiva para o Brasil, desenhada por Brook Stevens, designer americano da marca. A Rural ganha novos parachoques, nova frente, capô, vidros inteiriços na frente e atrás, novas sinaleiras traseiras, novas maçanetas e tampa traseira. Permaneceria assim com poucas modificações até o final de sua produção em 1977.


Em um teste na Revista Mecânica Popular de setembro de 1960, ela foi considerada o mais brasileiro dos veículos nacionais até então, não porque tivesse saído das pranchetas brasileiras, mas devido ao seu alto índice de nacionalização: 97%. Os engenheiros nacionais aplicaram inúmeras adaptações baseadas na experiência adquirida no Jeep e na própria Rural 1959. Segundo a revista, esse carro custaria na época, nos EUA, cerca de 2.000 dólares no câmbio daquele ano, e foi fabricada no Brasil com o mesmo padrão de qualidade e uma despesa de importação de menos de 50 dólares em peças (câmbio da época). O motor era fundido e usinado no Brasil, o seu chassi já era Brasileiro, engrenagens, eixos, transmissão, tudo nacional, assim como vidros, elétrica, estampados da carroceria. Superava os índices de nacionalização exigidos pelo Plano do Automóvel Nacional. A Rural sofreu mudanças basicamente estéticas como novos padrões de estofamento, cores, desenho de calotas... A maior e mais significativa alteração foi a introdução do novo motor Ford "Georgia" OHC 4 cilindros 2.300cc lá em 1975. A nova Rural 1960/61 era oferecida em 2 versões: 4x4 e 4x2.

Rural 4x4 1962
Em 1962, ganha novas calotas e novo espelho retrovisor interno.
Em 1963, novo vedador/retentor traseiro no eixo virabrequim do motor.
Em 1964 recebe novo estofamento, suspensão mais macia, novas cores: verde-mar, marrom coral, cinza bismarck e azul crepúsculo. Recebe também as primeiras modificações importantes como a adoção do sistema elétrico 12 volts no lugar do 6 volts, mas ainda utilizando dínamo para carregar a bateria. O ventilador e o desembaçador são opcionais. Recebe ainda novo distribuidor Bosch.
Para 1965, é introduzida a suspensão dianteira independente com molas helicoidais (espirais) na versão 4x2 Luxo, igual ao Aero-Willys. Nova caixa de marchas de 3 velocidades com a primeira também sincronizada, não necessitando mais parar para engatá-la. Novos tambores de freios externos aos cubos, de fácil remoção e manutenção. Novo estofamento de plástico e jérsei. Nova grade dianteira com filetes horizontais em alumínio anodizado. Novas cores. A alavanca de câmbio passa para a coluna de direção, e assim, nos modelos 4x4 o acionamento da tração e reduzida se dá através de uma alavanca monocomando embaixo do painel, à direita do volante. O pára-choque dianteiro perde as garras cromadas. Nova válvula de escape no motor com cabeça 1/8" maior. Nova tampa removível na carcaça de embreagem para inspeção e troca. A trava do capuz do motor é reforçada. Ventoinha elétrica opcional no compartimento de passageiros no modelo Luxo e 4x4. Luz indicadora opcional para indicar tração 4x4 ligada. Lançada a pedra fundamental da nova fábrica em Jaboatão/PE.
Para 1966, o carburador é recalibrado para economizar até 20% de gasolina. O dínamo é substituído pelo alternador, pesando a metade do anterior e permitindo carregar a bateria em marcha lenta. O eixo comando de válvulas passa a etr 4 buchas de apoio. Novas buchas nos jumelos dianteiros e traseiros da suspensão. A nova fábrica de Jaboatão é inaugurada em 14 de julho e passa a fabricar a Rural, Pick-up e Jeep, apelidados de "chapéu de couro". A Rural 4x2 recebe barra estabilizadora que também podia ser colocada como acessório na Rural standard 4x2 e 4x4 e na Pick-up 4x2 e 4x4. Novas borrachas nos amortecedores de dupla ação, mais silenciosos.
Em 1967 surgem novas calotas com 12 rebaixos estampados e círculo central para o modelo 4x2. Novo painel de instrumentos, emprestados do Aero Willys, agora com mostradores em frente ao motorista. Autorádio original de fábrica como opcional. Trava de direção original na coluna de direção. Novo estofamento e pedais relocalizados e com novo formato quadrado. Novas maçanetas. Câmbio de 4 marchas e volante estilo Aero-Willys na Rural 4x2 Luxo. Introdução do motor  Willys 3.000cc com carburador de corpo duplo e 2.600cc com 2 carburadores, ambos motores opcionais. Os semi-eixos traseiros passam a ser inteiriços e sem chavetas e porca nas rodas, bem como sem pinos graxeiros nos rolamentos de ponta de eixo. A Willys é adquirida pela Ford do Brasil.

Rural 67 4x4
No ano de 1968 a marca passa a ser denominada Ford-Willys. A Rural ganha o espelho retrovisor externo cromado na porta do motorista.



4x4 1968



Em 1969 o eixo traseiro passou a usar tubo de maior diâmetro chamado de "canela grossa". O Manual do Proprietário passou a ser impresso com a marca Ford. Recebe ainda novos coxins de borracha , mais reforçados, nos suportes do motor. O diferencial autoblocante 70% é oferecido como opcional.
Em 1970 é oferecido o 3° banco opcional, podendo assim transportar até 8 passageiros. A frente do capô perde o emblema W cromado. A Ford lança a série Luxo com motor 3.000cc e novos detalhes de acabamento e peneus mais largos. A suspensão traseira é reforçada com o aumento na largura das lâminas dos feixes de molas de 45mm para 57mm. Nova cor Branco Alasca no forro do teto e novo limpador do parabrisas acionado por bomba de botão embaixo do painel.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A Evolução da Rural e Pick-up Jeep (F-75)

A Rural foi um modelo utilitário derivado do Jeep CJ-5, sendo fabricada no Brasil de 1958 a 1977, com aproximadamente 182.000 unidades produzidas. A pick-up Jeep, mais tarde denominada F-75, foi fabricada de 1961 até 1983, com 177.551 unidades produzidas (não computados os dados de 1982 e 1983).


1956-1959


A Rural foi lançada no Brasil em julho de 1956, sendo primeiramente montada aqui e era idêntica ao modelo norte-americano. Assim como lá fora, era chamada Jeep Station Wagon. A partir de 1958 ela passou a ser fabricada em nosso país, assim como o Jeep Universal CJ-5, e nesse mesmo ano recebeu o motor nacional BF-161 de 6 cilindros a gasolina. Porém, a sua carroceria permaneceu igual até 1959 e passou a ser chamada de Rural Willys. Era oferecida sempre em combinação de 2 cores "saia e blusa": verde/branco, azul/branco e vermelho/branco, onde a cor branca era sempre utilizada no teto e na metade inferior da linha de cintura da carroceria. Possuía apenas tração nas 4 rodas e reduzida, câmbio de 3 marchas não sincronizadas com alavanca no assoalho.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A saga continua.

Em 1966, o Jeep Universal CJ-5 Brasileiro recebe o alternador de 12 v em substituição ao dínamo. A partir desse ano, até 1968, oe semi-eixos são chavetados com 19 estrias na caixa satélite (dentro do diferencial) substituindo os de 10 estrias. O volante de direção passa a ter dois raios nos modelos 66/67. Foram lançados o Jeep Praia, com tração apenas nas rodas traseiras (4x2), pneus com faixa branca, parachoques cromados, capa de estepe e estepe na traseira e ainda capota listrada. Nesse ano a Willys também lançou o Jeep Biquíni, cuja única diferença em relação ao modelo comum de CJ-5 era a capota semi-conversível americana. Nesse ano também os botões do painel passaram a ter suas funções gravadas nos mesmos, como por exemplo "afogador", "luzes". O número do chassi passa a ser marcado na longarina direira, logo atrás da roda dianteira.
Em 1967 o Jeep recebe muitas modificações. É equipado com roda-livre automática. Ganha uma versão chamada Jeep Jovem, que durou apenas 1 ano e tinha acessórios exclusivos como bancos esportivos, nova capota, banco do motorista com regulagem de altura e console, capa de estepe e opções de estofamento em azul, bege(palha) ou preto. O Jeep recebeu ainda trava de direção e parachoques traseiros bipartidos. Ganha lanterna traseira do lado direito eliminando a luz de placa do lado esquerdo, além da barra de tração opcional. Ocorre a substituição dos semi-eixos, de chavetados para semiflutuantes com rolamento cônico, até agosto de 1968. O limpador de parabrisas manual passa a ser de fundido para estampado, do lado direito. Como opcionais recebe chave de seta, triângulo, extintor de incêndio e cinto de segurança  Vigorelli. Havia ainda itens opcionais como rádio 12 v Philco, bloqueio de diferencial 70% Positraction (discos). Durante apenas 1 ano foram mantidos os botões e acabamentos internos cromados e com inscrições, iguais as da Rural.
Em 1968 a tampa traseira não é mais pintada com a frase "Indústria Brasileira - Tração nas 4 rodas -WO", os semi-eixos de 19 estrias contam com rolamento blindado e a partir de 12 de dezembro, as estrias da caixa de reduzida e saídas para os eixos dianteiro e traseiro são do tipo fino, assim como o pinhão dos eixos.
Em 1969, já sob a marca Ford-Willys ,são adotados botões do painel na cor preta e de plástico; os tubos dos eixos passaram a ser de maior diâmetro (canela grossa), sendo padronizados para todos modelos Ford. Os coxins do motor ficam de formato cilíndrico e as lanternas dianteiras (piscas) ficam de menor tamanho e permanecem assim até o fim da produção do Jeep.
Em 1970 a tampa traseira recebe o nome Ford estampado no centro, até 1972. Os sensores do motor que medem a temperatura e o óleo são de espessura maior. A partir desse ano passou a ser obrigatório o uso do triângulo, chave de seta, extintor de incêndio e cinto de segurança. Uma placa com a logomarca Ford é colocada nas laterais dos paralamas dianteiros, embaixo da gravação "Jeep".


Em 1972 é retirado o nome Ford da tampa traseira. Alguns eixos tiveram a bola do diferencial produzidos na Argentina sendo iguais aos do Maverick. Em 1973 o alçapão de ventilação é removido. A barra de apoio acima da tampa do portaluvas é pintada de preto. Os estribos não equipam mais o CJ-5 e as caixas de roda traseiras foram rebaixadas.


Jeep 1972




Jeep 1973 Verde Angra
Em 1975, a partir de 15 de outubro, o Jeep recebe o novo motor Ford OHC 2.300cc, de 4 cilindros a gasolina, junto com nova caixa de marchas com 4 velocidades e dois tipos de filtro de ar - um menor para serviços leves, e outro maior, para serviços pesados. Os coxins do motor foram alterados, assim como o radiador, caixa de direção e o cano de escapamento.


Jeep 1975 OHC 4 cil 2.300cc
Em 1979 os aros dos faróis e lanternas são pintados de cinza e não mais cromados. Recebe ignição eletrônica.
Em 1981, no final do nao, foram instalados quebra-sol, pedaleira suspensa, cilindro-mestre do freio fica maior e sistema de embreagem por cabo. O motor a álcool era opcional. Alguns modelos 1983 receberam limpador do prabrisas elétrico. O último Jeep CJ-5 brasileiro foi produzido no final de abril de 1983. Naquele ano foram produzidos 405 unidades. Desse total, 96 foram equipados com motores a álcool e 309 a gasolina.

A Saga do Jeep no Brasil

Em 1955 o Jeep modelo Universal CJ-3B começa a ser montado no Brasil, equipado com o motor Hurricane F-134 de 4 cilindros e 2.150 cc, 73 Hp a 4.000 rpm e torque de 15,8 kgmf a 2.000 rpm. O câmbio era de 3 marchas a frente com a 1ª seca (não sincronizada), tração nas 4 rodas e reduzida. Possuía volante de 3 raios, freio de mão na caixa de reduzida, diferencial dianteiro Dana 44, relação do diferencial 5,38:1 e o número do motor é o que constava no documento como número do chassi.
Em 1957 inicia-se a fabricação do novo modelo CJ-5 Universal, derivado do americano, o qual foi baseado no modelo militar M38A1. O índice de nacionalização era de 65%.


No ano seguinte, em março, era inaugurada em Taubaté, SP, a primeira fábrica de motores do Brasil, com o lançamento do primeiro motor a gasolina totalmente fundido em nosso país, o famoso motor Willys BF-161 de 6 cilindros em F, 90 Hp a 4.000 rpm, torque de 18,67 kgmf a 2.000 rpm e 2.638 cc. Nesse ano (1958) o índice de nacionalização já era de 80%.
Em 1959 o diferencial dianteiro passa a ser também Dana 44.


Em 1960 o paralama traseiro perde o contorno arredondado, e que passa a ser em ângulos retos, diferindo-se assim ainda mais do modelo CJ-5 norte-americano. O assoalho sobre a transmissão passa a ser ligeiramente maior e a ponta de eixo traseira passa a ter 10 estrias (mais grossa) chavetada. As letras JEEP nas laterais adotam nova grafia, mais arredondada.
Em 1961 o freio de estacionamento, que até então era localizado na caixa de reduzida, é transferido para os tambores de freio traseiros. A canaleta que prende a capota no quadro de parabrisa é ornamentada. com presilhas.
Após ser apresentado ao público no 1º Salão Brasileiro do Automóvel em fins de 1960, no Ibirapuera, em São Paulo, o novo modelo CJ-6 começa a ser fabricado em 1961, como modelo 1962. Esta nova versão passa a chamar-se Jeep Universal 101, e ficou conhecido como "Bernardão" ou "Jipão". Assim como a Rural 4xa, o CJ-6 Universal 101 possuía calotas cromadas e rodas e peneus aro 15, diferentemente do Jeep CJ-5 normal, que utilizava aro 16. Foi fabricado em quantidades bem menores que o CJ-5 e sua produção estendeu-se até os anos 70. Existiam 2 versões do CJ-6 Universal 101: uma com 2 portas, que transportava até 8 passageiros com 2 bancos opcionais nas laterais traseiras e uma versão 4 portas que transportava 6 pessoas em 2 amplos bancos.

O CJ-6 Universal 101 nada mais é que um CJ-5 alongado em 20 polegadas (508 mm), o que deixava o entre-eixos em 101 polegadas. O chassi é o mesmo do Jeep, só que alongado, portanto, não é o mesmo que o da Rural, que tem distância entre-eixos de 104 polegadas. Como opcional, o CJ-6 podia ter tração apenas nas rodas traseiras (4x2). O código do modelo era 6224 (2 portas) e 6225 (4 portas).
























Em 1964 a cor das rodas ainda é igual ao da carroceria em todos os modelos CJ-5 e CJ-6 , mas a parte elétrica passa a ser de 12 volts no lugar de 6 volts, mas ainda utiliza o dínamo.
Em 1965 os aros de roda são pintados de prata. O motor do limpador a vácuo do parabrisa é trocado por um de plástico da Marca Novaco, substituindo os de metal da marca Trico, importado. A caixa de marchas T90 (com a primeira seca) é trocada por uma de 3 velocidades totalmente sincronizadas, permanecendo a mesma até outubro de 1975. A altura do cubo da roda é alterada, sofrendo diminuição e com a panela de freio revestida por fora até 1968, para facilitar a manutenção (anteriormente era presa do lado interno do semi-eixo).

sábado, 5 de dezembro de 2009

A Willys Overland do Brasil (WOB)

  

 A Willys Overland do Brasil foi fundada em 26 de abril de 1952, em São Bernardo do Campo, São Paulo, importando inicialmente o Jeep Willys CJ-3A. Devido ao sucesso no mercado americano e ás condições precárias de nossas "estradas" na época, quase inexistentes no interior do Brasil, o Jeep civil deu certo também em nosso carente mercado. Também pudera: era o veículo ideal para desbravar o país e ajudar no desenvolvimento brasileiro, atuando em todos os setores, desde veículo de passeio como também um verdadeiro trator na zona rural.


  Com o secesso e as vendas aumentando,a Willys, (que nessa época , nos EUA, já fora comprada pela Kaiser Corporation) iniciou suas atividades industriais em nosso país em 1954, montando o novo modelo CJ-3B anericanos, com o motor Hurricane 4 cilindros. Esse modelo foi denominado aqui Jeep Universal, onde recebeu o apelido famoso de "cara-de-cavalo", devido ao seu capô alto, necessário para abrigar o novo motor. Naqueles anos, o CJ-3B era destinado, tanto aqui como nos EUA, ao público civil, já que existia desde 1952 o modelo M-38A1 militar, que foi quem estreou o motor Hurricane e do qual derivou o CJ-5. No Brasil, inicialmente o CJ-3B também não era usado pelas nossas Forças Armadas, que ainda utilizava os MB da 2{ Guerra Mundial e alguns CJ-2A e B militarizados.


 
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