sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Saudosismo...

Vista da oficina concessionário Willys Transparaná, provavelmente final dos anos 50, pois não consegui avistar nenhuma Rural com a nova frente de 1960.
Foto de 1969, em algum lugar do Brasil. Notem a Rural 4x4 em segundo plano.
Crédito da foto: Flávio Gomes.
Comboio de Willys, Brasil, anos 60.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Identificação Willys 1957-1969

    Identificar corretamente os utilitários Willys brasileiros não é tarefa das mais fáceis. Principalmente na era Ford, onde os códigos mudavam bastante. Vou tentar ajudar colocando as informações que pesquisei e o pouco que sei. Lembrando que as informações contidas podem não corresponder para alguns, e novas informações podem ser inseridas. Novas contribuições dos leitorees são bem-vindas.

   Com a Willys Overland do Brasil não tinha muita complicação. No início, até 1966,começo de 1967, o chassi não era marcado e a numeração que constava no documento era o próprio número do motor. Após, a numeração do chassi passou a ser marcada na lateral da longarina direita, logo atrás da roda dianteira. A numeração era a mesma da plaqueta metálica fixada na lataria no lado direito próximo a bateria, no compartimento do motor até 1968, pois após, esta plaqueta era fixada no compartimento do motor no lado esquerdo, próximo ao cabo do freio de mão. Esta plaqueta fornecia o ano de fabricação, modelo e número de série do Jeep. Na Rural e Pick-up existia uma plaqueta também fixada no compartimento do motor logo atrás deste, um pouco à direita. Havia ainda uma plaqueta que podia estar embaixo do banco do motorista ou próxima a coluna da porta. O padrão de identificação era o mesmo dos Jeep.
O primeiro algarismo indicava o ano de fabricação, seguido de 4 algarismos que indicavam o modelo e 5 algarismos que indicavam o número de série. Exemplo:
6-522403078
Este é o código de um Jeep CJ-5 4X4 (5224), ano de fabricação 1966 (6) e número de série 03078.

Códigos dos modelos Willys:
5124- Jeep CJ-5 4X2 (Jeep Praia -1966)
5224 - Jeep CJ-5 4X4
6224 - Jeep CJ-6 101 2 PORTAS 4X4
6225- Jeep CJ-6 101 4 PORTAS 4X4
6122- Jeep CJ-6 101 2 PORTAS 4X2
6124- Jeep CJ-6 101 4 PORTAS 4X2
8122- (adotado até 1964)Sedan Rural 4x2 standard (eixo rígido)
8126- Sedan Rural 4x2 standard (eixo rígido)
8122- Sedan Rural 4x2 Luxo (mola helicoidal))
8322- Sedan Rural 4x2 Luxo especial (mola helicoidal)
8222- Sedan Rural 4x4
9121- Pick-up 4x2 standard (eixo rígido)
9122- Pick-up 4x2 Luxo (mola helicoidal)
9321- Pick-up 4x2 Luxo especial (mola helicoidal)1967-72
9221-Pick-up 4x4
                                                      Localização plaqueta do motor


    Existia também uma plaqueta metálica no bloco do motor do lado direito, próximo ao distribuidor. Nesta plaqueta estava o número do motor e o ano de sua fabricação. O primeiro algarismo indicava o ano e o restante o número do motor, que nunca era o mesmo do chassi marcado na longarina direita. O número do motor também estava gravado no bloco na parte dianteira direita logo abaixo do filtro de óleo. Também existiu um núemro de 2 dígitos gravado no bloco na parte superior, ao lado do carburador e próximo às inscrições "Fundido em Taubaté" que indicava o ano de fabricação do bloco.

Placa lataria Willys 1958-1968


Placa lataria 1969

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Operários de aeroporto

                               Na primeira foto, um CJ3A, início dos anos 1950, em um aeroporto norte-americano. Foi modificado para operar uma esteira de carregamento de malas.
                               Na foto acima, um CJ3B "High Hood" também modificado para exercer a mesma função. Notem ao fundo uma pick-up Willys. Assim como no Brasil, esses veículos eram sinônimo de trabalho e versatilidade.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Pra passeio e pra guerra...

Fábica da Willys norte-americana, início dos anos 1940 (1941).
Um veículo de passeio divide o final da linha de montagem com o novíssimo Truck 1/4 ton Willys MA , antecessor do Jeep MB.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

F-85 (Camioneta Militar Jeep Willys)

          Seguindo a saga dos utilitários Willys, um modelo que certamente marcou época nos quartéis do Exército Brasileiro foram as camionetas Willys militarizadas.

Protótipo da Willys para a versão militar da pick-up.

            Tudo começou no início da década de 1960, quando a Willys Overland do Brasil (WOB) já estava consolidada como a principal montadora de automóveis brasileira. Além disso, gozava da confiança dos militares ao fornecer aos mesmos, principalmente ao Exército, os Jeeps 1/4 Ton CJ-5. Ao lançar a Rural reestilizada em 1960 e posteriormente a Pick-up Willys, despertou-se um especial interesse por esta última por parte do EB em adquirí-las para substituírem as antigas Dodge WC recebidas dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial e cujas peças de reposição já estavam rareando. Além do mais, a nova Pick-up da Willys podia desempenhar muitas funções e ainda contribuir para a nacionalização da frota.


            Testes começaram a ser realizados pela fábrica em conjunto com o Exército e após as modificações necessárias à militarização do modelo, o mesmo entrou em operação em fins de 1961. O novo veículo foi denominado Camioneta Militar Jeep Willys 3/4 ton 4x4. Um fato curioso é que esse modelo foi o primeiro veículo militar brasileiro exportado, quando as primeiras 150 unidades foram entregues ao governo Português em 1962, para equipar unidades de paraquedistas e usados em missões nas colônias portuguesas da época, como Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné, São Tomé e Timor. Na ocasião, o chefe do Estado-Maior português, Gen. Luis Maria da Câmara Pina, afirmou em 11 de novembro de 1961:
" Os jeepões militares brasileiros, que têm grande interesse sob o ponto de vista militar e econômico e são comparáveis aos Dodges que equipavam as unidades SHAPE, está a ser objeto de estudo por par de nossos serviços técnicos. Será uma viatura a considerar nas futuras aquisições do Exército".
A pick-up da Willys, derivada da sedan Rural, teve várias funções. Algumas unidades foram equipadas com suporte de metralhadora 12,7 e 7,62mm, canhão 0,50mm sem recuo e outros modelos foram usados para transporte e disparo de foguetes, sendo estes denominados de M-106.
             O Exército Brasileiro também utilizou outras versões derivadas da pick-up civil, como cabine dupla, ambulância e furgão, mas isso é assunto para outro post. A camioneta militar era equipada com o motor Willys BF-161 6 cilindros a gasolina e 2.600cc, algumas unidades foram equipadas com o motor 3.000 cc a partir de 1967 e a partir de 1975 vinha equipada com o motor Ford OHC 4 cilndros 2.300 cc. A caixa de câmbio era de 3 marchas, com a 1ª seca até 1965. Em 1964, algumas unidades chegaram a ser equipadas com o motor diesel Perkins 4 cilindros, mas o mesmo não obteve êxito pois era inadequado ao câmbio original, que por seu torque elevado quebrava demais. O painel das camionetas militares eram diferentes, semelhantes ao Jeep, o teto de aço foi removido, foi instalado o quadro de parabrisas semelhante ao Jeep militar, novas portas, bancos, alavanca de marchas e tração no assoalho.

Painel F-85 1973

             A denominação da pick-up militar Willys foi alterada em 1969 quando a Ford do Brasil , que já havia adquirido a WOB em 1967, adotou a marca Ford para todos os seus produtos (antes era Ford-Willys). A nova nomenclatura do modelo passou a ser Camioneta Militar 3/4 ton 4x4 Ford F-85. Apesar das denominações, o modelo recebeu um engraçado apelido, pelo qual muitos só conhecem o veículo por ele: "Cachorro Louco". Ninguém ao certo sabe a origem deste apelido, mas existe a versão de que ao entrar pela primeira vez em um quartel paulista, um Sargento, surpreso, teria dito " parece um cachorro louco", talvez pela sua silhueta baixa e reta quando o quadro do parabrisas está abaixado. Algumas unidades ainda estão na ativa no Exército. Outro nome popular para o modelo era Jipão Militar 3/4 ton.
Este modelo militarizado da Willys e posteriormente Ford, foi de significativa importância para o desenvolvimento da moto-mecanização militar brasileira e serve de exemplo para os dias atuais, na tentativa de ajudar a diminuir-mos a dependência externa na área de veículos militares. Exemplo inclusive seguido, com méritos, pelas extintas Engesa e Gurgel, e agora pela Agrale.



Detalhe interno da porta


Principais modificações introduzidas:
Chassi e parachoques reforçados, com e sem guincho mecãnico marca Ramsey (opcional), ganchos dianteiros, grade de proteção dos faróis, farol de aproximação instalado sobre o paralamas dianteiro esquerdo, remoção das portas, teto e parabrisas originais, pneus 750x16, chave militar de iluminação de 3 estágios, parachoques militares tipo "meia lua" na traseira, duas lanternas militares traseiras, duas anilhas traseiras, gancho G militar para reboque, tomada elétrica para reboque militar, seis refletores na caçamba, capota militar de lona, bancos de madeira na caçamba na versão de transporte, bancos dianteiros individuais revestidos em lona, pá e machado militar fixados atrás dos bancos na cabine, aros de roda 2 polegadas mais largos.


Ficha técina:
Motor: Willys BF-161 6 cilindros em F, gasolina, 2.638cc (161 pol.cub.)
Taxa de compressão: 7,6:1
Potência: 90 hp a 4.000 rpm.
Torque máximo: 135 lbps (18,67kgmf) a 2.000 rpm
Distância entre-eixos: 299,70 cm
Distância mínima do solo: diant. 22 cm / 22,5 cm atrás
Comprimento total: 188,47 cm
Bitola: diant. 144,78 cm/ traseira 154,94
Altura: máxima 206 cm/ mínima 140 cm
Capacidade de carga: 3/4 ton QT + 1 reboque 1/4 ton
Reservatório de gasolina: 66,2 litros
Sistema de lubrificação: 6 qts galão (5,676 litros)
Sistema de arrefecimento: 11 qts galão (10,410 litros)
Peso em ordem de marcha com água, óleo e combustível: 1780 kg
Peso em ordem de embarque sem água, óleo e combustível: 1675 kg
Peso carregado: aproximadamente 2.505 kg.
Pneus: 7.50 x 16 Pressão:45 libras
Sistema elétrico 12 V Bateria 54 ampéres

Motor opcional Willys 3.000cc:
BF-161 3.000cc 6 cilindros em F
Diâmetro x curso: 101,6 mm x 79,37mm
Taxa de compressão: 8,0:1
Potência máxima líquida: 132 cv a 4.400 rpm
Combustível: gasolina

Willys 3.000 cc (opcional)

Fonte: arquivo pessoal e UFJF/Defesa

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Enquete

Na enquete recém-encerrada neste blog, os visitantes puderam votar nos itens que mais apreciavam nos veículos Willys. O "design/estilo" obteve 78% dos votos, juntamente com o quesito "resistência". A "versatilidade" obteve 50%  dos votos dos visitantes e o "conceito/projeto" obteve 42% dos votos. Lembrando que podia-se votar em mais de um item. Agradeço a todos que colaboraram com a enquete. Continuem votando nas próximas.
 
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