quarta-feira, 22 de outubro de 2014

CJ3A 1952 COM CAPRICHO DE PAI E FILHO



O primeiro Jeep Universal Willys CJ3A ficou pronto em 23/12/1948, na fábrica em Toledo, Ohio. Somente neste período foram produzidos 308 unidades, obviamente já como modelos 1949. Por isso,oficialmente este modelo surgiu em 1949. Nesse mesmo ano, foram exportados 600 Jeeps CJ3A Alpine (dos Alpes) para a Suíça. Em junho do mesmo ano, o Exército dos Estados Unidos encomendou 4.000 Jeeps M-38, a versão militar (na verdade militarizada) do CJ3A, cujo primeiro teste piloto deu-se no último dia de 1949. Foram produzidos cerca de 130.000 CJ3A nos seus cinco anos de produção. A produção encerrou em meados de 1953, de onde saíram da linha de montagem naquele ano 10617 unidades de CJ3A. O M38 já estava fora de linha desde julho de 1952. O final do ano de 1952 e até meados de 1953 possui um fato marcante na história do Jeep, pois dividiam a linha de montagem o CJA, CJ3B (surgido em dezembro de 1952) e o moderno M38A1 militar (surgido em junho de 1952) , que deu origem mais tarde ao CJ-5.

O exemplar de CJ3A que apresentamos neste post é um modelo 1952, muito bem restaurado e de propriedade do amigo, leitor do blog e entusiasta de Jeeps e outras máquinas antigas, inclusive bicicletas, Jivago.
Segundo nos conta, a história deste CJ3A iniciou-se por acaso, pois ele procurava um modelo "42" , o clássico Willys MB militar, cujo exemplar já era conhecido pela família, que havia possuído um na década de 70. Por isso, inicialmente, a ideia era militarizar o CJ.
Porém, em busca de maiores informações, decidiu-se por resgatar a originalidade quando um amigo de Vilha Velha, no Espírito Santo, opinou afirmando que um veículo militarizado será sempre militarizado, nem civil, nem militar originalmente. É um espírito santo mesmo esse amigo, pois ajudou Jivago a tomar essa sábia decisão.
Como nos relatou, o processo de restauração não foi fácil: viagem a longas distâncias atrás de peças, contatos com o exterior, trocas de ideias com amigos entendedores de todo o país, troca de oficinas, prejuízos com serviços mal executados e fornecedores descompromissados, quebra-cabeça para entender variações de cores, peças e detalhes que são invisíveis para muitos, mas se tornam alvos para os mais puristas... A semelhança com vários casos de restauração não é mera coincidência.
Essa "aventura"iniciou em 2005, e um fato muito legal relatado é que o processo possibilitou além da aprendizagem, dividir os momentos de trabalho com o seu pai. A restauração teve de ser interrompida por diversas vezes, sendo efetivamente retomada em 2013. Jivago nos conta que ainda serão adicionados alguns acessórios e que um veículo antigo é uma eterna composição, pois se acabarem os detalhes o Hobby não estará completo. Ele nos cita algumas características originais de seu CJ3A que revelam a sua dificuldade no restauro e o seu esmero na busca da originalidade:
S dos freios dianteiros;
Rodas Rebitadas;
Lanternas traseira americanas lente reta;
Lanternas dianteiras lente baixa;
Tampa traseira com recortes característicos;
Tanque boca larga e tampa original;
Mangotes de freio 6” americanos;
Porcas e estojos de rodas rosca esquerda;
Caixa de ferramenta com logo Jeep;
Limpador de parabrisaTrico a vácuo;
Jumelos em U;
Escapamento original passando acima da travessa;
Direção com sistema de duas barras;
Arranque no pé;
Relógios e botões do painel
Saidas de água laterais e inferiores no assoalho;
Detalhes dos estribos dianteiros com reforço na lata;
Entre outros tantos detalhes, todos itens citados seguindo fielmente o original.

 Segundo o catálogo Willys de 1952 o verde da carroceria é o Hatteras Green Gray


 Lanternas NACO americanas originais lente reta.


 Os primeiros CJ3A tinham o quadro de parabrisas pintado na mesma cor da carroceria. A partir de 1952 adotou-se a cor preta como padrão.

Segundo Jivago "os agradecimentos infelizmente não podem ser personalizados para que não corramos o risco de não esquecer ninguém, uma vez que muitos amigos nos ajudaram com conselhos, links, materiais, dicas, venda de peças e principalmente no incentivo para seguirmos em frente com o projeto visto que as dificuldades foram inúmeras."
* Texto elaborado pelo autor do blog segundo o relato enviado pelo leitor e colaborador. Fotos de autoria do leitor e proprietário do veículo. Permitida a reprodução citando a fonte.

4 comentários:

  1. primoroso o trabalho de restauração, como também, primoroso foi o texto. Parabens a ambos!!!

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  2. Esplendoroso trabalho de formiguinha.
    Tive o prazer de me sentar ao volante de especial Veiculo.
    Parabéns ao Jivago e em especial ao Pai dele,
    que adiantada idade,colaborou em muito para a conclusão deste projeto.
    Gege

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  3. Parabéns ao Jivago e ao Sr. Eloy (seu Pai), pela bela restauração. Nesse jeep eles procuraram por detalhes até imperceptíveis aos olhos de um bom conhecedor. Como ele mesmo diz a restauração completa não termina nunca. Parabéns ao autor do blog, pelo texto, muito bom saber a história. Esse jeep é o mais perfeito que vejo nos últimos anos.

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  4. Parabens pelo jeep, estou restaurando um cj3a e não consigo com essa cor, manipular o verde, sera que poderia me auxiliar, obrigado.
    junior@zache.com.br

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