Acesse: https://go.vivanovapetropolis.com.br/4encontrowillys
Mas corra, são 3 lotes, garanta o seu lugar com desconto!
Para visitantes a entrada é gratuita, venha prestigiar e ver as relíquias de perto!
Acesse: https://go.vivanovapetropolis.com.br/4encontrowillys
Mas corra, são 3 lotes, garanta o seu lugar com desconto!
Para visitantes a entrada é gratuita, venha prestigiar e ver as relíquias de perto!
No primeiro post de 2023 vamos dar início a uma série de postagens acerca dos Jeep militares MB da Willys e GPW da Ford, na época da Segunda Guerra Mundial, mais especificamente do período de sua produção, de 1941 a 1945, mostrando as mudanças e marcos produtivos divididos por meses.
Abrange os fatos relacionados a todo o período de produção, mas dentro do respectivo mês de registro do ocorrido.
Esses modelos tiveram uma série de modificações ao longo de sua produção, mas focaremos naqueles fatos que estão registrados com marco temporal, assim nem todas as modificações ocorridas serão contempladas.
Então iniciemos pelo início (desculpe a redundância) , ou seja, pelo mês de JANEIRO.
Em janeiro de 1941, o Jeep Willys MB Slat Grill, com a antiga grade de grelha (não estampada) ainda era o padrão de Jeep militar Willys.
Em 01 de janeiro de 1942, o Jeep MB serial number 109922 sai da linha de produção.
Em janeiro de 1942, foram produzidos apenas 77 Ford GPW.
Sob o contrato governamental W-1, a Willys Overland , em janeiro de 1942, altera o tubo do reservatório de óleo para o tipo de funil, a partir do serial number 11455, além de alterar o formato do pedal de embreagem de retangular para um lado com cantos ovalados.
Os Ford GPW, em janeiro de 1942, de número de série 1 a 77 são os produzidos sob o contrato governamental denominado F-1. Porém, alguns tinham data de despacho (date of delivery) de fevereiro. Os GPW sob esse contrato possuíam em sua quase totalidade os pneus Firestone Ground Grip com o rodado (estilo das garras) em ângulo.
Os Jeep MB de números de série compreendidos entre 108xxx a 116xxx são correspondentes a janeiro de 1942 (date of delivery).
Em janeiro de 1943, os números de série 89381 a 94707 do Ford GPW, correspondem ao contrato governamental F-3.
O Ford GPW atinge um nível mínimo de produção pela primeira vez, em janeiro de 1943, com 5.000 unidades, fato repetido depois em fevereiro do mesmo ano e em fevereiro de 1945. Somente de março a julho de 1945 os números seriam inferiores a esse patamar.
O contrato W-4 (de um total de 07) da Willys Overland é iniciado em janeiro de 1943, a partir dos serial numbers 204XXX. Porém, ainda existiam Jeep MB em janeiro de 1943 sob o contrato anterior W-3 (serial numbers 200xxx a 204xxx).
Os Jeep MB de números de série compreendidos entre 200xxx a 206xxx são correspondentes a janeiro de 1943 (date of delivery).
Em janeiro de 1943, sob o contrato W-4, é retirada a ignição por chave (por motivo de perda das mesmas entre os usuários, entre outros problemas) , a partir do serial number 202023 e ainda, é adicionado ao kit de ferramentas um medidor de pressão dos pneus. Novo volante de direção é adotado, agora com os raios de metal de expostos, permanecendo assim até o final de produção.
Houve a mudança do conector do pedal do acelerador de borracha para metal e adicionado ventilação positiva do cárter. A placa frontal do motor é reforçada a partir de 16 de janeiro, para tornar o motor mais seguro em terrenos perigosos e ainda novas molas de válvulas à prova de ferrugem são adicionadas a partir de 14 de janeiro.
O Ford GPW tem 5.327 unidades produzidas em janeiro de 1943.
Os Jeep MB de números de série compreendidos entre 293xxx a 301xxx são correspondentes a janeiro de 1944 (date of delivery).
O Ford GPW tem 7.460 unidades produzidas em janeiro de 1944.
Sob o contrato W-5, em janeiro de 1944 o Jeep MB passa a ter o distribuidor à prova de poeira (a partir de número de série 380269) e um kit de aquecimento é disponibilizado.
Em janeiro de 1944 foram produzidos 7.459 unidades de Ford GPW (números de série de 170022 a 177481) sob o contrato F-4. Porém algumas unidades até o SN 179758 ainda foram despachadas como sendo da primeira fase deste contrato.
Final da fase 1 do contrato F-4 (serial number 179758) e início do F-4 primeira extensão (serial number 179759), no Ford GPW.
Ainda em janeiro de 1944 a Willys Overland e a Ford iniciam a montagem dos seus Jeep com a mesma carroceria, produzida pela ACM (American Central Manufacturing), que ficou conhecida como corpo composto tipo II (body ACM Type II), com apenas pequenas diferenças de acabamento como presilhas (footman loops), tampa de caixa ferramentas...). Uma característica fundamental deste tipo II em relação ao anterior é a adoção da toe gasset padrão dos primeiros Ford GPW. Essa peça é aquela travessa triangular de reforço da parte inferior da parede corta-fogo (firewall) e que une a parte frontal do caixão (carroceria sem os paralamas, grade e capô) ao chassi do veículo. São 2, uma em cada lado, e nas carrocerias ACM Type II ela tem apenas 2 furos redondos e um buraco com cantos ovais, além do canto inferior arredondado. O numero de série da carroceria era marcado na face frontal esquerda neste tipo de travessa padrão Ford. Na Type I era adotado o padrão da Willys, com canto inferior em 90 graus e 05 furos circulares estampados.
Alguns Ford GPW porém, ainda saíram com a carroceria Ford no final de 1943 e início de 1944.
As carrocerias ACM Type II tinham ainda como característica a adoção do estilo Ford de reforços do piso dianteiro e do painel traseiro do suporte de estepe e adoção do capô padrão Ford.
Com o início deste padrão de carroceria (serial number 298838) houve ainda mais a racionalização e padronização dos Jeep militares daquela época, como convém em períodos de guerra, e foi uma mudança necessária para que os componentes da carroceria ACM se encaixassem nos gabaritos da carroceria de produção na linha de montagem da Ford.
Os Jeep MB de números de série compreendidos entre 402xxx a 412xxx são correspondentes a janeiro de 1945 (date of delivery).
O Ford GPW tem 6.041 unidades produzidas em janeiro de 1945, embora sob o contrato F-4 tenham sido registrados 6.130 números de série (de 243419 a 249459). O que pode ter ocorrido é adicionalmente registrados novos números de série em unidades que por algum motivo retornaram à linha de produção após primeiros testes.
As carroceria ACM Type II tem um furo (hole) adicionado no cowl lado esquerdo (parede corta-fogo) para passagem de uma linha de vácuo, no início de 1945. O filtro de combustível AC fixado na parede corta-fogo (firewall) no lado direito foi eliminado, embora os 4 furos de fixação permanecessem.
Representação gráfica simplificada da evolução da parte traseira da Rural Willys/Ford, com destaques para as tampas traseiras e inscrições.
O jipe militar brasileiro é um modelo que relativamente ainda está sub-valorizado, apesar de sua baixa produção e detalhes exclusivos. Ele somente foi produzido aqui e exportado para poucos países latino-americanos e no caso da Pick-up Militar, conhecida como Cachorro Louco, também foi enviada ao Exército Português.
Quando me refiro ao jipe militar brasileiro Willys/Ford, para efeito desta postagem, estou falando dos modelos produzidos de 1962 a 1983, com carroceria exclusiva, o que inclui os modelos de Transporte Não-especializado(VTNE), o Canhoneiro, o 24 Volts Rádio e a Pick-up Jeep Militar (F220 ou popularmente conhecida como F-85 "Cachorro Louco").
Apesar da mecânica ser praticamente a mesma dos similares civis, o Jeep Militar Brasileiro tem em sua carroceria e principalmente em seus equipamentos e acessórios militares (alguns muito raros de encontrar hoje em dia), além da já citada baixa produção, aspectos que o tornam único, mesmo a nível mundial. Apesar de hoje ainda encontrarmos várias unidades restauradas, ou até mesmo em estado razoável a bom, principalmente do final dos anos 70 e início da década de 1980 ( pois foram os últimos a serem descarregados do serviço militar) , unidades da década de 60 e inicio de 70, com mecânica ainda Willys, estão ficando muito raros.
E um destes detalhes interessantes e exclusivos, que pode passar despercebido, é o equipamento de pioneiria militar. Estamos falando da pá e machado militares que podiam equipar os Jeep das Forças Armadas, principalmente os do Exército Brasileiro.
Todos esses modelos citados, e incluindo os caminhões Mercedes-Benz feitos para uso militar vinham com o mesmo tipo de pá e machado, inclusive com o mesmo tipo de cabo. Eram fixados em suportes soldados na parede traseira da cabine, atrás do banco dianteiro, nos caminhões e na pick-up. Nos Jeep VTNE e Rádio, eram fixados em suportes soldados na parte traseira do veículo, atrás do banco traseiro. No modelo Canhoneiro, eram fixados em suportes soldados nas laterais externas dos paralamas traseiros (machado no lado esquerdo e pá no direito).
São equipamentos hoje raros de se encontrar os originais.
A pá:
A maioria das peças foram fundidas pela Fundição Tupy, de Joinville, Santa Catarina. Nos quartéis, antigamente, os machados eram chamados de "Auvião militar" (os americanos chamam de pick head).
Notar que o desenho da parte do fio (corte) e suas laterais é menos angular e sempre havia a parte superior (picão ou corno), no exato formato das fotos abaixo. Diferente disso não são machados originais do Jeep militar brasileiro da época. Somente a parte em metal chegava a pesar cerca de 2,7 kg.
Realizou-se na pitoresca cidade de Nova Petrópolis, distante a cerca de 106 km da capital gaúcha, o maior Encontro de Willys/Ford Rural e Pickups Willys/Ford da América Latina.
A pequena cidade de colonização alemã no Rio Grande do Sul, foi palco para várias relíquias desfilarem nos dias 11,12 e 13 de fevereiro de 2022 e o blog jeepguerreiro esteve lá prestigiando. Segundo os organizadores, o número de inscritos surpreendeu e superou a marca de 170 (177), confirmando o sucesso do evento e o colocando como o maior já realizado até então, superando até mesmo evento similar realizado na Argentina. Desde exemplares bem originais e com placa preta de coleção a modelos que foram customizados, atendendo o gosto de seus proprietários.
Com expositores vindos de vários lugares do pais, a maior parte claro, era oriunda do Rio Grande do Sul, estado que concentra grande parte desses modelos de utilitários produzidos pela Willys Overland e depois pela Ford do Brasil.
Confiram alguns clickes: