quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

MARCAÇÕES EM JEEP DA FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA

Você já ouviu falar dos bumper codes em Jeeps da Segunda Guerra? E dos hood numbers?
As marcações em viaturas militares eram a sua identificação, denunciando a que Unidade pertenciam e o registro do veículo ( no caso dos hood numbers. No caso específico dos Jeep utilizados pela nossa gloriosa Força Expedicionária Brasileira e pela 1aDIE (Divisão Expedicionária), reunimos informações acerca das marcações corretas para identificação de Jeeps MB e GPW no padrão FEB.


Marcações da FEB
Abaixo, o significado dos bumper codes (códigos numéricos pintados no para-choque, com letras de 2pol, ou 5,080 cm):
FEB 100, Quartel General da 1ª. DIE
FEB 101, Infantaria Divisionária da 1ª. DIE
FEB 103, Artilharia Divisionária da 1ª. DIE
FEB 210 A, Companhia do Quartel-General, Tropa Especial
FEB 210 C, Pelotão de Polícia, Tropa Especial
FEB 210 D, Companhia de Manutenção Leve, Tropa Especial
FEB 210 E, Companhia de Intendência, Tropa Especial
FEB 210 F, Companhia de Transmissões, Tropa Especial
FEB 210 N, Centro de Triagem
FEB 310, 1º. RI (Sampaio, Rio de Janeiro)
FEB 320, 6º. RI (Caçapava, São Paulo)
FEB 330, 11º. RI (São João Del Rey, Minas Gerais)


N, Cia. de Canhões Anticarro:
G, Destacamento de Saúde
FEB 410, I Grupo de Obuses Auto-Rebocados (Rio de Janeiro)
FEB 420, II Grupo de Obuses Auto-Rebocados (Rio de Janeiro)
FEB 430, III Grupo de Obuses Auto-Rebocados (Quitaúna, São Paulo)
FEB 440, IV Grupo de Obuses Auto-Rebocados (Rio de Janeiro):
C, 3ª. Bateria
FEB 510, 1º. Esquadrão de Reconhecimento
FEB 610, 9º. Batalhão de Engenharia
FEB 710, 1º. Batalhão de Saúde:
A, B e C: 1ª, 2ª e 3ª Cia de Evacuação; D: Cia de Tratamento;
K: Destacamento de Comando. (Geralmente, o K era pintado ao lado direito do número do regimento)
FEB 1010 Depósito de Intendência [O código é diferente porque ele não pertencia à 1ª. DIE, mas sim à FEB]


Números de contrato ("hood numbers") dos jipes da FEB:


Todos os veículos e aviões fabricados pelos Estados Unidos, já saiam de fábrica com um número, uma espécie de "registro" do contrato de sua fabricação. Grande parte dos jipes americanos que chegava na Itália, veio em serviço com as tropas que subiram desde o Norte da África, mas é possível que muitos jipes novos tenham sido entregues à FEB, saídos da grande base de suprimentos americana, a "Peninsular Base Station", em Nápoles/Livorno, que recebia comida, remédios, armas, tanques, aviões e viaturas novinhas, tudo para manter o esforço de guerra. Nas fotos dos jipes da FEB, são poucas onde estes números - escritos nas 
laterais do capô, sempre com oito dígitos começando por 20 - aparecem claramente. Alguns dão a impressão de que ainda eram os números originais, pintados em azul fosco ("blue drab"), recurso usado para que os números NÃO APARECESSEM em fotos, na maioria, em preto e branco. Uma vez em campo, a maioria destes números era repintada, muitas vezes, de forma bem tosca. A maior parte das fotos dos jipes da FEB nem mesmo mostra o "hood number", que parece ter sido "apagado". Eis aí um grande mistério a ser desvendado. Nas  fotos abaixo, alguns dos poucos exemplos onde ao menos parcialmente eles aparecem.
Fonte: CVMARJ e Grupo Caminhos da FEB.



 
 



terça-feira, 13 de janeiro de 2015

CRÔNICA DE UM JEEP - PARTE FINAL



Dando continuidade ao relato, esse Jeep nos conta o final desta história:

Resultado: fiquei dois meses parado, completamente desmontado, o motor estava na retífica, e o resto o Martin aproveitou pra consertar e pintar o que podia! Mas o importante é que de uma coisa valeu essa trilha, estou mais novo do que nunca!!! 
Depois dessa o Martin prometeu-me que daquele dia em diante eu não vou mais fazer trilhas desse tipo, e só vou aproveitar esse ótimo momento de minha vida, ir a encontros e exibir minha boa forma e meus 54 (bem vividos) anos a todos que gostam de nós, os velhinhos bem conservados!!!
Hoje em dia sou uma referência em termos de originalidade e boa conservação, conheço poucos irmãos meus que são como eu, acredito até que sou único! Agradeço muito por ser um Jeep como sou e ter sido salvo e restaurado, também espero viver por mais 50 anos e poder contar novas histórias vividas com os filhos e os filhos dos filhos dessa família!












 Agora ando com um grupo de senhores de primeira categoria!! Um Galaxie de muita presença, (apelidado de Galoxão), um Maverick GT amarelo (perfeito!) e um Fusca muito bem apessoado, apelidado de Pipoca, mas é na realidade é um sósia do Herbie!!!
  Agradeço o espaço cedido para contar minha história e enriquecer o blog do Jeep Guerreiro!!!
Assinado, 
 Jeep.

Nas palavras do Martin, a definição do Jeep:



“Jeep”, não simplesmente um carro com um nome qualquer, um veículo de personalidade e de estilo próprio, sem igual, que não poderia ser chamado de outra forma se não o dado a ele em sua concepção.  
 

Texto:  Martin Yves Wildmann com adaptações de Alisson Paese
Crédito das fotos:Martin Yves Wildmann
 
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