segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A Marcha de Jeep no Paraná

"A Marcha da Produção seria espetacular. Cinco mil veículos viajaram mais de dois dias por centenas de quilômetros de estradas de barro, no princípio, e de asfalto, depois, com destino ao Distrito Federal (Rio de Janeiro)." A Marcha da Produção estava proibida e o "General Lott deu ordens ao Comando do Exército em São Paulo para mobilização de tropas na região de Londrina, Maringá e Apucarana. Imediatamente, começou o deslocamento de soldados e viaturas do Exército que bloqueavam todas as estradas de acesso ao Norte do Paraná."

(Trecho de reportagem da revista Mundo Ilustrado, novembro de 1958).

Acima, uma das frentes da marcha até a então capital federal, o Rio de Janeiro.
Foto: gazetamaringá.com.br

Centenas de jeeps , a maioria de agricultores, enfileirados para a marcha rumo à Capital Federal, em 1958.


Moradores observam a movimentação. Talvez uma das maiores aglomerações de jeeps em estradas no Brasil?

Para saber mais sobre esta pequena parte da história brasileira, a "Marcha da Produção", acesse o blog planetajc.blog.terra.com.br, de onde saíram também as fotos deste post.

sábado, 29 de outubro de 2011

M606A2 e M606A3 parte 2


Acima, uns dos pouquíssimos M606A2 ou A3 que estiveram na Guerra do Vietnã, já que a maioria da série M606 eram os derivados do CJ3B. Apesar destes modelos não serem produzidos para uso das Forças Armadas dos Estados Unidos, muitas unidades norte-americanas utilizaram-nos naquele conflito. O modelo da foto apresenta detalhes modificados ou ausentes como a antena posicionada no lado direito, quando o habitual era no lado esquerdo, ausência de itens como estepe na traseira e estribos laterais, retrovisor posicionado como os M38A1, rodas diferentes, muito semelhantes às do MUTT-151. Também possuía uma lanterna adicional no parachoque dianteiro, muito utilizada em comboios, já que este modelo da foto pertencia a uma unidade logística de transporte (88ª Cia de Transporte). A grande maioria dos jeeps utilizados na Guerra do Vietnã eram do modelo Ford MUTT-151, principalmente após 1965, espécie de jeep oficial daquele conflito, assim como os MB/GPW o foram na Segunda Guerra Mundial e M38A1 na Guerra da Coréia. Mesmo assim foram utilizados centenas de M-170, M38A1, M606 e alguns M606A2 e A3 em território sul-vietnamita.

Acima uma foto de um M606A2 em ação com tropas israelenses no Canal de Suez em 1969, onde a capota era fundamental contra o sol e a poeira.
O exemplar abaixo é um dos remanescentes dos cerca de 20 M606A2 que vieram para a Argentina utilizar nas suas forças militares. O DOD (data de entrega) é de outubro de 1968. Os modelos eram identificados pela Kaiser Jeep como 7805, este da foto tem o serial number (número de série) 10239.

Embora alguns itens , como as rodas, não sejam originais, apresenta muitos detalhes autênticos.











segunda-feira, 24 de outubro de 2011

M606A2 e M606A3 parte 1

Talvez alguns leitores do blog já o conheçam ou ouviram falar, mas olhando somente para estas duas fotos, acima e abaixo deste parágrafo você saberia identificar com precisão que modelo e versão de Jeep é este? Claro, o próprio título do blog denuncia, mas certamente deparando-se com uma destas fotos isoladamente as afirmações seriam entre um CJ-5 militarizado, um M38A1, um M520 brasileiro, além de m606A alguma coisa...
Pois bem, trata-se de um M606A2. Assim como o M606 "cara de cavalo" , é derivado diretamente de um modelo civil, no caso, o CJ-5 americano. Foi produzido entre 1965 e 1972 nos Estados Unidos para uso de Forças Armadas aliadas e exportado para vários países, que posteriormente o produziram até 1983. O Brasil não chegou a importar (muito provável) ou produzir este modelo, já na Argentina ele foi utilizado.
A capota era parecida com a de modelos civis, utilizada em ambientes frios e de muita poeira, como os desertos. Pode-se afirmar tratar-se de uma interessante mistura de M38A1 e CJ-5.



As principais diferenças em relação ao M38A1 era a presença de estribos laterais, lanternas dianteiras civis, ausência de blindagem no sistema elétrico, que era 12 v no M606A2, ausência da tomada de energia lateral no paralama dianteiro direito, ausência de anilhas dianteiras, os faróis não eram embutidos, o painel possuía os instrumentos semelhantes ao CJ-5 , assim como os bancos, mais confortáveis portanto. O volante e pdeais também eram do modelo civil, notem o espelho retrovisor retangular, dos CJ-5 dos anos 60. Porém adotava as mesmas medidas dos pneus do M38A1, de maior diâmetro (7.00 x 16) , parabrisas , parachoques traseiros, gancho G, lanternas de black-out, disposição do pneu estepe. Uma particularidade deste modelo é que ele não possuía porta-luvas.


O modelo M606A3 era uma variante do A2, e possuía como principal diferença em relação a este, o sistema elétrico 24v, pois utilizava equipamentos de rádio-comunicação. Qualquer M606A2 podia ser convertido na variante A3 adquirindo-se o kit 948761, detalhado na 4ª foto de cima para baixo.


Os M606A2 e M606A3 não possuíam refletores laterais, mas em relação ao M38A1 foram adicionadas mais uma lanterna black-out na traseira.


sábado, 15 de outubro de 2011

Antigos pra curtir

Adoro a linha Willys, mas como amante de veículos antigos em geral, vamos compartilhar algumas fotos de modelos interessantes que encontrei em Nova Prata.

Simca Chambord 1959, sério concorrente dos Aero-Willys, de uma beleza ímpar!

Ford F600 V8 a gasolina!

F-75 versão Hot Truck!

Em exibição sobre o seu teto, estava a réplica em miniatura de uma reluzente Caravan 6cc.

E ainda por cima ela anda!
DKW Candango 2, um dos mais bonitos que já vi.




sábado, 8 de outubro de 2011

Trinca de Aeros

Ainda referente ao encontro de autos antigos em Nova Prata,RS, estavam presentes 3 modelos de Aero-Willys, representando muito bem 3 épocas distintas deste veículo de sucesso da Willys brasileira: 1961, 1964 e 1971.
O modelo de cor vermelha, ano 1961, da primeira série, estava em boas condições, embora faltavam muitos detalhes de acabamento.


Já este modelo de Aero-Willys azul e branco estava impecável, era do ano de 1964, quando a Willys brasileira efetuou um pequeno retoque de estilo na dianteira eliminando o prolongamento sobre os faróis -detalhe que ficou conhecido na época como "unhas de meretriz"- introduzido na reestilização de 1963. A traseira também sofreu fortes mudanças a partir deste ano.



Motor 2600 cc, com 2 carburadores, 110 cv.

O detalhe na foto abaixo pertence ao Aero modelo 1971, última série, já sob a marca Ford.


Este modelo também apresentava excelentes condições de conservação, e também estava à venda, por R$ 26.000,00.




terça-feira, 4 de outubro de 2011

F-75 1976 4X4

No último final-de-semana estive em um encontro de veículos antigos e especiais, na cidade serrana de Nova Prata. Uma das unidades Willys/Ford que encontrei foi esta bonita pick-up Ford F-75 ano 75 modelo 1976 cor azul (pela plaqueta provavelmente Azul Regata). É um modelo 4x4 e estava bem original e conservada, inclusive o interior da caçamba.
Plaqueta de identificação original. Indica que foi fabricada em dezembro de 1975, já como modelo 1976. O código da cor indica verde cádmio. Para saber como identificar um Wilys/Ford clique na parte "Pesquisar este blog" no canto superior direito e digite " identificação Willys" ou "identificação Ford" .
Motor Ford OHC 2300cc
"Sombrancelha de farol", um detalhe interessante, embora não fosse acessório original. Conversei com o proprietário do veículo, o Sr. Elio Frasson, que foi muito atencioso e contou-me toda a história desta F-75. Para quem gostou da pick-up e estiver interessado, ela está a venda. Fale diretamente com o Sr. Elio pelo fone 0xx 54 9138 5033. Em breve, mais fotos de Willys/Ford deste encontro na serra gaúcha.
 
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